Uma família de Santa Cruz do Xingu, a 994 km de Cuiabá, descobriu, ao abrir o caixão para o velório, que o corpo da mãe, Raimunda da Silva, de 59 anos, havia sido trocado por outro. O caso aconteceu nesta terça-feira (17).

O Hospital Geral de Cuiabá informou por meio de nota que no caso de retirada de corpo, o paciente é duplamente identificado através de etiquetas aderidas ao corpo com informações para facilitar o procedimento pelo agente funerário.

Segundo a unidade, esses procedimentos foram seguidos pela equipe, porém não houve o mesmo do serviço funerário.

Segundo a filha da vítima Ana Paula Silva, a mãe estava internada no Hospital Geral em Cuiabá e morreu no domingo (15). Ela estava sendo acompanhada pelo filho, Sebastião da Silva, mas a funerária afirmou que a presença dele não seria necessária para os trâmites.

“Quando a gente abriu o caixão era outro corpo. Ela estava no Hospital Geral, tinha câncer. No entanto, meu irmão ficou para cuidar do translado, mas não deixaram e o corpo dela foi parar em Pontes e Lacerda”, afirmou.

Segundo a família, a funerária já fez a remoção do corpo trocado, mas ainda não tem previsão para que chegue em Santa Cruz do Xingu. O velório será na Igreja Madureira, no Centro do município.

De acordo com a gerente da funerária Osvair Marcos da Silva, foi um erro do hospital.

“O funcionário do hospital é quem entrega o corpo. São apresentados os documentos e a pessoa que entrega para funerária. Me parece que aconteceu dois óbitos na mesma data no hospital, de Santa Cruz do Xingu e de Pontes e Lacerda. A documentação foi entregue corretamente, mas o corpo foi de outra pessoa”, informou.

Ele ainda explicou que, por causa da distância entre as cidades, não há como dizer quando o corpo de Raimunda vai ser entregue aos familiares.

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