A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu nesta quarta-feira (13) situação de emergência em oito municípios brasileiros. A medida foi tomada para permitir que as cidades afetadas por desastres naturais possam receber mais recursos do governo federal para lidar com os danos.

Nos municípios de Miraí, em Minas Gerais, e em Magé e Mesquita, ambos no Rio de Janeiro, o motivo para a emergência foram chuvas intensas. Laranjal do Jari, no Amapá, Pedro do Rosário, no Maranhão, e Itaguatins, no Tocantins, sofreram com inundações.

Também houve alagamento em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte. Na cidade de Beberibe, no Ceará, a situação de emergência foi decretada devido à estiagem.

FORTES CHUVAS

As chuvas têm causado estrago desde o fim do ano passado em diversos pontos do país. Até fevereiro, após o temporal que atingiu a cidade fluminense de Petrópolis, a Defesa Civil havia confirmado 250 mortes como consequência do mau tempo nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

Na virada para 2022, centenas de municípios da Bahia e de Minas Gerais passaram por problemas. Houve registro de alagamentos, inundações e deslizamentos. Também houve casos de pessoas desaparecidas e mortas.

No estado do Nordeste, 164 cidades decretaram situação de emergência até 7 de janeiro. Um levantamento da Sudec (Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia) informou que as chuvas haviam deixado 30.915 desabrigados, 62.731 desalojados e 518 feridos até aquele momento. Na ocasião, 26 mortes foram confirmadas. O número total de atingidos até a data era de 715.634 pessoas.

Em Minas, 341 municípios registraram estado de emergência até 12 de janeiro. Foram 24 mortes confirmadas até a data, com 3.992 desabrigados e 24.610 desalojados — que tiveram de deixar suas casas para se abrigar em imóveis de parentes ou amigos.

Em fevereiro, pelo menos 17 municípios de São Paulo decretaram estado de emergência por causa das chuvas. Na ocasião, a Defesa Civil divulgou que 42 pessoas haviam morrido, principalmente após deslizamentos. O município de Franco da Rocha foi onde ocorreram mais casos, com 15 óbitos confirmados.

RIO DE JANEIRO

Os municípios do estado do Rio de Janeiro estão entre os que mais sofreram as consequências das chuvas neste ano. Em fevereiro, 233 pessoas morreram após temporais em Petrópolis. Um mês depois, o mau tempo voltou a castigar a região e pelo menos mais cinco pessoas perderam a vida.

Apenas nos primeiros quatro dias de abril, as cidades de Angra dos Reis, Paraty, Saquarema e Marambaia tiveram uma quantidade de chuva superior aos maiores volumes já registrados para todo o mês, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Os temporais deixaram pelo menos 20 mortos em todo o estado do Rio, 11 deles em Angra e outros sete em Paraty, na Costa Verde.

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