O Hospital São Luiz, em Cáceres, é a quarta unidade de saúde que o Governo de Mato Grosso assume em menos de quatro anos. No início da atual gestão, em 2019, o estado passou a gerir os Hospitais Regionais de Sinop e Rondonópolis, além do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. 

“Após assumir os Hospitais Regionais, identificamos que eles custam menos e entregam mais em comparação de quando eram administrados por OSS. Essa requisição do São Luiz é necessária para dar continuidade no serviço que é ofertado via Sistema Único de Saúde”, enfatizou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo. 

O Hospital São Luiz foi requerido administrativamente pelo Estado nesta segunda-feira (28.03). A unidade, que até então era contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), ameaçava fechar as portas e não estava cumprindo com o estabelecido junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

A Pró-Saúde, empresa que administrava o hospital, era contratada pelo Estado para ser referência em atendimentos ambulatoriais, clínica geral, internações de cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia clínica e cirúrgica, pediatria clínica, pneumologia e em Terapia Intensiva (UTI) adulto e neonatal. O local conta com 158 leitos, dos quais 108 eram credenciados pelo SUS. 

Hospitais requeridos pelo Estado 

No primeiro dia da atual gestão, 02 de janeiro de 2019, o Governo vistoriou as condições do Hospital Regional de Rondonópolis, assim como a situação administrativo-financeira. Na ocasião, foram constatadas várias irregularidades, a exemplo de má-gestão, falta de medicamentos, precariedade estrutural e atraso no pagamento de salários. À época, o local era administrado via Organizações Sociais de Saúde (OSS) pelo Instituto Gerir. A partir do dia 03 daquele mês, a unidade de saúde passou a ser gerida diretamente pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT). 

Já no dia 17 de janeiro de 2019, o Governo do Estado determinou a intervenção no gerenciamento, na operacionalização e execução dos serviços de saúde no Hospital Regional de Sinop, até então administrado pelo Instituto Gerir. De acordo com o relatório realizado pela Comissão de Monitoramento, Controle e Avaliação da SES, foram identificadas, à época, diversas atividades indevidas ao Contrato de Gestão com a empresa. 

No dia 02 de maio de 2019, o Estado requisitou administrativamente os bens e serviços da então Sociedade Beneficente Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. O local estava há quatro meses de portas fechadas e os servidores estavam há oito meses sem receber seus proventos. Com o objetivo de readequar a unidade e disponibilizar um serviço de qualidade à população, a SES investiu R$ 3 milhões na estrutura do hospital e inaugurou em junho de 2019 o Hospital Estadual Santa Casa.