Nos últimos três anos a cadeia produtiva da cultura alcançou um patamar sempre almejado. O esporte também deu um salto, com os investimentos feitos pelo Governo de Mato Grosso. E assim, viram seus potenciais econômicos reconhecidos.

“Democratizamos o acesso do público às diversas manifestações artísticas, porque os produtores culturais e artistas vivenciaram um momento de efervescência. Sem dúvida, Mato Grosso hoje respira cultura, respira esporte. Esse é um caminho sem volta, não imagino funcionando sem esse formato que adotamos na Secel”, afirmou o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Beto Dois a Um.

Ele ainda destaca que para 2022 podem ser esperados mais estímulo aos trabalhadores da cultura e incentivo ao esporte em Mato Grosso. “Os trabalhadores da cultura, do esporte, as prefeituras e as federações não aceitarão menos do que já tivemos, acho que agora é daqui para frente, daqui para cima”.

Para este ano, houve um incremento no orçamento do esporte, de quase R$ 2 milhões, área contará com R$ 5 milhões em investimentos, 60% a  mais. Também serão cerca de R$ 10 milhões para projetos de diversas manifestações culturais, além de R$ 3 milhões para fomentar as bibliotecas. “Os trabalhos não param”.  

Secretário, a Cultura recebeu um incremento de recursos nos últimos três anos, na ordem de R$ 86 milhões. Como foi o trabalho realizado para disponibilizar esses recursos e qual o alcance dessa ação?

Beto Dois a Um: Primeiro que a Secel tem um time plural, com pessoas de muita expertise, seja na área da gestão, seja na vivência cultural. Então, pudemos pensar juntos e concretizar um planejamento inclusivo, que além de alcançar várias camadas da cadeia produtiva, também não mediu esforços por contemplar grupos socialmente vulneráveis. Também é preciso destacar o alcance das produções culturais em diversos formatos e linguagens, que acessaram públicos diversos, e ainda, artistas e municípios que ficavam à margem dos editais por falta de animação cultural. Batalhamos para que todas as regiões fossem contempladas. Assim, não só os valores foram expressivos, como também o alcance que essas ações tiveram.


Projeto do edital 
Conexão Mestres da Cultura reúne 6 décadas de criação da artista plástica Dalva de Barros

E o senhor acredita que o governo conseguiu democratizar o acesso aos editais e recursos? Qual foi o impacto para os trabalhadores da cultura e o que esperar em 2022?

Beto Dois a Um: Sem dúvida conseguimos, como eu disse, democratizamos o acesso do público a diversas manifestações artísticas, porque os produtores culturais e artistas vivenciaram um momento de efervescência, mas principalmente, porque no que tange aos artistas, criamos mecanismos para priorizar a participação de negros, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. Depois, vinha uma cota especial para projetos de realizadores do interior do Estado. Esse é um caminho sem volta, não imagino a secretaria funcionando sem esse formato. Não tem como pensar ação para a cultura se não for de mente aberta.

O Esporte também foi bastante valorizado nesses anos, principalmente, com o lançamento do Projeto Olimpus, que paga bolsas com auxílio financeiro para atletas e técnicos. Quanto já foi investido no projeto e qual foi o retorno que o Estado teve?

Beto Dois a Um: O Projeto Olimpus é um dos mais relevantes programas financeiros para o desenvolvimento do esporte em Mato Grosso. Para atletas, o valor anual investido pelo Governo de Mato Grosso é de mais de R$ 1,7 milhão. O Projeto Olimpus beneficia hoje 151 atletas de Mato Grosso.

Total de investimentos, incluindo bolsa atleta, técnicos e premiações, chega a R$ 3,2 milhões. Temos o orgulho de ver o Projeto Olimpus se consolidando como uma das políticas públicas esportivas mais poderosas do Brasil. Antigamente, nós tínhamos o bolsa-atleta, então, nós o recriamos, dentro do Olimpus. Antes o bolsa-atleta tinha apenas duas categorias – estudantil e nacional – e aí, criamos a base, ampliamos a estudantil e a nacional, criamos a internacional.

Funcionou de uma forma muito potente, muito poderosa fazendo com que nossos atletas pudessem se manter, treinando, principalmente nesse período de pandemia, podendo planejar e se dedicar aos treinos, pois, afinal, o pagamento foi feito rigorosamente em dia.

As bolsas para os técnicos foram uma inovação ao serem incluídas na lei estadual do projeto. Qual o impacto social de se investir nos técnicos, além dos atletas?

Beto Dois a Um: Partimos da perspectiva de olhar para o segmento como um todo. Foi por isso que na segunda fase do projeto criamos o Bolsa Técnico Nacional e Internacional. Considero que é preciso lançar um olhar especial, também, para os profissionais que são tão importantes para que os atletas consigam atingir seus objetivos. Vale ressaltar que criamos ainda o Prêmio Medalha Olímpica e Prêmio Participação Olímpica, para contemplar tanto os atletas olímpicos quanto os que voltaram de lá com medalha, que é o caso de Romário que ganhou medalha de ouro, jogador de Gobol. Então, a gente pensa no ciclo completo, da base à cereja do bolo, que é a participação olímpica.

Secretário, já é possível ao cidadão comum perceber o resultado desses investimentos na Cultura e no Esporte?

Beto Dois a Um: Sem dúvida sim, Mato Grosso hoje respira cultura, respira esporte. As parcerias com as federações esportivas estão cada vez mais fortes, os jogos estão sendo retomados, nossa Arena Pantanal brilhando, sendo palco de grandes apresentações e a cultura ganhando cada vez mais espaço nos quatro cantos desse Estado. Tivemos editais em que pudemos contemplar associações, pessoas físicas, artistas, produtores culturais, prefeituras… A cadeia produtiva inteira da cultura sendo atendida, hoje a gente vive realmente um momento especial. Aqui na Secel, estamos muito orgulhosos e agradecidos pelo olhar sensível do governador Mauro Mendes. Acho que agora o sarrafo ficou alto, os trabalhadores da cultura, do esporte, as prefeituras, as federações não aceitarão menos do que já tivemos, acho que é daqui para frente, daqui para cima. Essa virada de chave dos últimos três anos foi fundamental para gente entender que o esporte, que a cultura, incrementam a economia, geram emprego e, sem dúvida nenhuma, são a mola propulsora de nosso Estado.


Maria Helena Bressan Souza,10 anos, lançou no ano passado seu 1º livro pelo projeto MT Nascentes 

Em que a Secel está trabalhando para garantir ainda mais o acesso dos cidadãos à Cultura e ao Esporte?

Beto Dois a Um: Para este ano, ainda no setor do esporte, teremos um incremento muito grande no orçamento. De quase R$ 2 milhões pularemos para R$ 5 milhões. Assim, muito provavelmente nós teremos quase mil atletas atendidos pelo Projeto Olimpus e já adianto que será criada uma nova categoria, a Infantil, para dar suporte aos esportistas de 9 a 12 anos. 

Já em relação à Cultura, logo mais anunciaremos mais três editais. O Vivências, de R$ 10 milhões, para contemplar projetos das mais variadas manifestações culturais; o edital de fomento às Bibliotecas de Mato Grosso, de R$ 3 milhões; e o Estevão de Mendonça, que é um edital de literatura que foi ampliado. Os trabalhos não param. 


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