A família de Lusdaiara Pereira Lisboa, que estaria completando 46 anos nesta quinta-feira (27), cobra agilidade no julgamento de feminicídio. Ela foi morta em agosto de 2020. O marido, com quem teve um relacionamento de 12 anos é o principal suspeito e está solto. A mulher deixou dois filhos e seria avó em 2022.

O marido chegou a ser preso em setembro de 2020, mas foi liberado pela Justiça com o uso de tornozeleira eletrônica.

A irmã de Lusdaiara, Indioara Mangabeira, de 39 anos, disse que teme pelo que pode acontecer com sua família, com a soltura do principal acusado de ser o autor do crime. Ela conta que o caso ainda não foi julgado e teme por morar em uma cidade pequena.

Indioara também relata que precisou fazer terapia após a morte da irmã para conseguir superar parte do trauma.

“Foi um baque muito grande. Nós nunca esquecemos o que aconteceu com ela. Se fosse comigo, tenho certeza que a minha irmã estaria fazendo a mesmo, cobrando por justiça”, afirmou.

A irmã da vítima é moradora de Guiratinga, a 331 km de Cuiabá. O principal suspeito de ser o autor dos tiros está morando em Ouro Branco do Sul, distrito de Itiquira, a 359 km de Cuiabá, também município do sul do estado.

Já sobre o comportamento do ex-cunhado, Indionara disse que ele sempre deu sinais de que era violento.

“Ela brigava com ele por mensagem e ele mandava ‘arminha’. Quando ela estava muito indignada se abria e contava, em partes, o que estava passando no casamento”, disse.

O crime

Lusdaiara teve morte cerebral depois de ser baleada em Rondonópolis. Indignada com a soltura dele, a família da vítima protestou na frente do mercado do suspeito em 27 de agosto.

A mulher foi baleada na cabeça. O crime ocorreu em um bar próximo a uma escola, na Gleba Lisboa.

O marido chegou a ser preso em 4 de setembro de 2020, mas foi liberado em dezembro de 2021, segunda a família.