A passageira de 28 anos que que desembarcou no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), após vir de Joanesburgo, África do Sul, descumpriu isolamento de 14 dias e foi no shopping com os filhos. 

A avô da mulher fez uma ligação para a neta e passou o telefone para os servidores, que orientaram ela sobre a importância da quarentena obrigatória. Porém, conforme relatório, a mulher teria se mostrado resistente, justificando que não teria sido informada formalmente sobre necessidade. Na ocasião, também afirmou que estava em uma passagem rápida pelo Brasil apenas para buscar os filhos e que não conseguiram cumprir os 14 dias.

Depois da solicitação da Vigilância Sanitária, a mulher retornou para casa com os filhos, sendo que as duas crianças estavam no banco de trás sem máscaras. Em conversa com os servidores, afirmou que o email que recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientava sobre o aparecimento de sintomas. Sendo assim, ela não apresentava nenhum sintoma, teria realizado teste RT-PCR que deu resultado negativo e também teria tomado duas doses da vacina Pfizer.

Sobre os questionamentos levantados acerca da necessidade da quarentena, a Vigilância afirmou que a medida é independe de imunização com a vacina e de resultado de RT-PCR anterior negativo, pois ela poderia encontrar-se assintomática.

Após as orientações dadas pela equipe, um novo exame foi feito pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), cujo resultado deu negativo.  
 O secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, disse em entrevista ao Tribuna, da Vila Real FM, que a passageira desembarcou na terça-feira (30). “Fomos informados às 14h e conseguimos localizá-la somente às 16h. Por segurança, resolvemos colocar em monitoramento. Não há motivo para pânico, até porque, os exames todos deram negativo”.