A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (09.12), em Cuiabá, um contador indiciado pela morte do advogado João Anaídes de Cabral Netto, 49 anos, ocorrida em julho deste ano, em um condomínio de chácaras, no município de Juscimeira.

O contador estava com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça e foi preso pela equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que recebeu informações da localização após trabalho efetuado pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Rondonópolis. Ele foi localizado em um prédio no bairro Consil e tentou fugir à abordagem policial, mas foi contido pela equipe da GCCO. 

Ele foi conduzido à unidade policial para a formalização do mandado de prisão e depois será levado à Polinter para aguardar o encmainhamento à audiência de custódia. 

Indiciamento 

Sete pessoas, entre elas o contador, foram indiciadas no inquérito conduzido pela Delegacia de Juscimeira pelos crimes de roubo majorado (concurso de pessoas, roubo de veículo e com resultado morte), corrupção de menores e organização criminosa. Dois adolescentes também  respondem por ato infracional análogo aos crimes de roubo majorado e por integrar organização criminosa. 

Ele é apontado nas investigações como o responsável pelo planejamento das ações criminosas e todos os indiciados tiveram as prisões preventivas decretadas pela Vara Única da Comarca de Juscimeira. 

Operação Flor do Vale

O inquérito conduzido pela Delegacia da Polícia Civil de Juscimeira apurou as circunstâncias e identificou os envolvidos no crime ocorrido no dia 17 de julho em um condomínio de chácaras, em Juscimeira, que vitimou o advogado João Anaídes. Um contador de Rondonópolis está com mandado de prisão preventiva decretado pelo juízo da Comarca de Juscimeira e encontra-se foragido.

No dia 17 de setembro, a delegacia de Juscimeira, com apoio da Regional da Polícia Civil em Rondonópolis deflagrou a Operação Flor do Vale para cumprimento de ordens judiciais contra alvos investigados pelo crime. 

De acordo com o delegado Ricardo Franco, as provas produzidas e indícios reunidos no inquérito demonstram a liderança do contador no planejamento e execução de diversos crimes patrimoniais ocorridos na região. Ele planejava, apontava e indicava aos comparsas do grupo criminoso os lugares para executar os roubos, entre eles o que ocorreu no condomínio de chácaras onde três propriedades foram alvos do grupo e em uma o advogado foi morto.

O contador tem uma chácara no mesmo condomínio onde ocorreu o latrocínio e na data ele estava na propriedade, onde aguardava a conclusão do roubo, se passando por vítima.

Um dos criminosos presos durante a operação Flor do Vale é funcionário do contador. A investigação identificou ainda a participação dele, do patrão e de outros dois em outro roubo cometido também contra um advogado, em dezembro do ano passado, quando foi levado um veículo BMW da vítima, em Cuiabá. Na ocasião, o contador estava presente no local do roubo e se passou por vítima.

O delegado informou ainda que no decorrer da apuração para esclarecer o roubo, a Polícia Civil chegou a outros dois crimes cometidos pelo mesmo grupo criminoso. O roubo de um veículo em Cuiabá e outro executado no mês de abril deste ano, em Juscimeira.

“É uma organização criminosa que conseguimos desmantelar, com a identificação de todos os envolvidos e a prisão de alguns deles. Os demais estão com os mandados expedidos e que tentaremos cumprir”, esclareceu o delegado. A investigação contou com apoio da Delegacia Regional de Rondonópolis.

O grupo criminoso invadiu o condomínio de chácaras Flor do Vale, roubou algumas propriedades e na última delas, em que estava a vítima, amarrou as pessoas que estavam na casa. O advogado João Anaides e mais uma vítima do assalto foram amarradas separadamente em um banheiro. Os suspeitos começaram a subtrair objetos pessoais das vítimas e logo em seguida foi ouvido um disparo de arma de fogo vindo do banheiro.

A vítima que estava trancada no banheiro junto com o advogado relatou que um dos suspeitos arrombou a porta e efetuou um disparo na cabeça de João Anaides. Após o disparo, os criminosos fugiram do local levando duas camionetes, uma delas, do advogado.

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