O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (16) que as pessoas que foram imunizadas com a vacina da Janssen contra a Covid-19 irão receber a segunda dose. O intervalo entre as duas doses deve ser de, no mínimo, dois meses. Até então, a aplicação do imunizante era de dose única.

“Quem tomou a Janssen completará o esquema vacinal. Embora seja de dose única, compete a nós [Ministério da Saúde] as definições. A pessoa tomará duas doses, em um intervalo de dois meses. A Janssen chegou em junho/julho, então estamos no tempo esperado”, explicou Rosana Leite de Melo, secretária extraordinária do ministério.

A pasta vai começar a distribuir as doses da Janssen aos estados e municípios a partir da próxima sexta-feira (19).

Dose de reforço após cinco meses para todos

O Ministério também anunciou que está liberada a dose de reforço da vacina para qualquer pessoa com mais de 18 anos após cinco meses do esquema vacinal completo (da aplicação da segunda dose da vacina).

“Hoje nós sabemos que é necessária uma proteção adicional dessa vacina. Como temos um quantitativo, não será um esforço muito grande. A sequência é: completou cinco meses da segunda dose, receberá uma dose de reforço, preferencialmente com uma vacina diferente”, disse Queiroga.

Até então, a dose de reforço estava aprovada para os maiores de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde.

“Graças às informações que temos dos estudos científicos, nós decidimos ampliar a dose de reforço para todos acima de 18 anos que tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses”, disse Marcelo Queiroga.

Queiroga explicou que o ministério não divulgará um calendário por faixa etária para a tomar a dose adicional.

“Acima de cinco meses da segunda dose, independentemente da idade, já se pode buscar a sala de imunização”, disse o ministro da Saúde.

Para a dose de reforço, o Ministério da Saúde orienta que a pessoa tome um imunizante diferente do usado no esquema vacinal. “É preferencial que a dose adicional seja com uma vacina diferente. No Brasil usamos a Pfizer, mas em um eventual desabastecimento pode ser usada outra plataforma”, explicou Queiroga.