Após a confirmação da doença da “vaca louca” e a suspensão das vendas de carne bovina para a China, o preço da arroba do boi gordo tem sofrido grandes quedas nos últimos meses. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), no mês de setembro houve um recuo de 4,74% em comparação com agosto. O indicador ficou cotado na média de R$ 286,71 no Estado.

Já em São Paulo, a queda foi de 4,12% e a arroba foi precificada a R$ 303,43. Com isso, o diferencial de base MT-SP se alargou para -5,51%, movimento impulsionado pela menor demanda dos frigoríficos, que reduziram suas compras diante dos estoques elevados.

Para outubro, o cenário ainda é de tensão, uma vez que a China ainda não retomou as importações do mercado brasileiro. Somente na primeira quinzena do mês, os preços já recuaram 8,33% em Mato Grosso. Apesar da queda no preço da arroba do boi, as reduções acabam não chegando ao consumidor.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso, Paulo Bellincanta, explicou que houve queda de 20% no preço da arroba do boi e na carne da indústria para o atacado. Entretanto, essa redução não seria repassada pelos açougues e supermercados fazendo com que o preço da carne continue em alta para o consumidor.  

“A queda do boi se deu porque tivemos problemas nas exportações exatamente na hora que os confinamentos mais tinham animais prontos. Ficou muito mais carne no mercado interno o que aumentou a oferta, derrubando os preços. Entretanto, se estão comprando 20% mais barato poderiam repassar ao menos uma boa parte desses descontos. Isso aqueceria as vendas e daria mais fluxo ao nosso produto”, pontuou Bellincanta.

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