Um jovem de 19 anos, identificado como Carlos Henrique, foi espancado por um grupo de homens em Cuiabá. O rapaz teria sido acusado de estuprar uma criança e a mãe da menina é apontada como mandante da tentativa de homicídio. O espancamento teria sido registrado na última sexta-feira (15), quando ele estaria na casa da avó, no bairro Santa Rosa II. Alguns homens teriam levado Carlos até um matagal, onde ele passou pela tortura.

Na ocasião, o bando ainda teria ligado para a mãe da criança e questionado o que era para fazer com Carlos. A mulher então teria dito que ela para arrancar a cabeça do jovem e enterrar. “Mandaram minha foto para ela e logo após perguntaram o que ela queria que fizesse. Ela falou que queria que arrancasse minha cabeça e enterrasse por ali mesmo, sumisse com meu corpo porque ela queria me ver morto. Eu conheço a voz dela e conheço claramente. Eles colocaram no viva-voz”, afirma Carlos Henrique em entrevista ao programa Olho Vivo.

A mãe de Carlos foi quem salvou ele da morte. Ela teria recebido informações sobre a localização do jovem e seguiu até o local. Os bandidos teriam pensado que seria a polícia se aproximando e soltaram Carlos. Ao chegar perto da mãe, o jovem desmaiou e teve que ser levado para uma unidade de saúde.

Acusação de estupro

Carlos foi acusado de ter cometido estupro contra a filha de mulher com quem ele mantinha relacionamento, na região da Morada da Serra, há cerco de cinco meses.

Na época, a mãe da criança ainda gravou um vídeo dele e as imagens viralizaram nas redes sociais. Em relato a imprensa, a mulher dizia que não tinha nenhum tipo de relacionamento amoroso com Carlos e afirmava que apenas teria dado abrigo para o jovem, pois ambos frequentavam a mesma igreja.

Já conforme Carlos, o relacionamento entre eles não era assumido e ele tentou terminar com ela. “Logo após eu dormi e acordei com ela me batendo, dizendo que se eu não fosse ficar com ela, não ficaria com mais ninguém. Logo após ela gravou o vídeo”, afirmo rapaz.

Carlos chegou a ficar preso por 60 dias, mas após investigação, ficou comprovado que não houve conjunção carnal e que a criança teria sido ferida por um objeto contundente.