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Após dez anos, abastecer com em vez de etanol se tornou mais vantajoso para os motoristas de Mato Grosso.

Anteriormente o Estado era uma exceção, já que durante a década o etanol era mais lucrativo para os motoristas.

No entanto, o aumento do custo em escala do etanol nas usinas e distribuidoras fez os preços nas bombas dos postos subir. Com isso, a vantagem mudou e agora, em todo o Brasil, a vem trazendo mais benefício.

A competitividade entre os dois produtos é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol de cana ou de milho é de 70% do poder nos motores à gasolina.

Quando a proporção alcança 70%, em média, é considerada indiferente a utilização de etanol ou de no tanque.

Ocorre que atualmente a relação de preços alcança percentual acima de 72%. “Ou seja, é mais vantajoso abastecer com e isso ocorre há pelo menos duas semanas. Notícia incomum para Mato Grosso”, explica Nelson Soares, diretor-executivo do Sindipetróleo. 

O diretor-executivo explica ainda que aumentos tão impactantes nos combustíveis também atingem o volume de vendas e aumenta o custo dos postos. 

“Com o preço de tudo nas alturas, a renda do consumidor é prejudicada e ele tende a controlar os gastos e rodar menos se torna sua opção”, analisa.

CÁLCULO FÁCIL

Basta dividir o preço do litro do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for inferior a 0,7, o derivado da cana-de-açúcar ou de milho é o melhor para abastecer. Se for maior que 0,7, então a é melhor.