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O laudo pericial da Polícia Civil que concluiu o inquérito da morte do funkeiro Kevin Bueno, o MC Kevin, detalhou que houve dois pontos de impacto na queda do cantor do quinto andar de um hotel na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no último dia 16 de maio. A polícia concluiu que o morreu de forma acidental. O documento é assinado pelo perito Luiz Alberto Moreira Coelho.

O documento mostra que Kevin não caiu em linha reta. Antes do impacto no chão, o cantor bateu na marquise do bar da piscina e ainda resvalou no guarda-corpo da piscina.

Os técnicos que periciaram o apartamento encontraram marcas de dedo no vidro da varanda. Para os peritos, esse é um dos indícios de que o cantor escorregou.

“Todas as provas testemunhais e a prova pericial nos levam para um acidente”, explicou à o delegado Antenor Júnior, diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC). 

No apartamento 502, os peritos encontraram um local desarrumado, mas sem sinais de violência. A polícia encontrou as camas fora do lugar; peças de roupas espalhadas; preservativo usado e uma embalagem aberta, além de bebidas como energéticos, gin, refrigerante e uma garrafa de champanhe, avaliada em cerca de R$ 1,5 mil.

A polícia também concluiu que o apartamento foi abandonado às pressas. Ali estavam apenas MC Kevin, o amigo e funkeiro Vitor e Bianca, moça contratada por R$ 2 mil para fazer com eles. A mulher foi embora e deixou uma sandália. A televisão também ficou ligada. 

O delegado Antenor Lopes destaca que todos as testemunhas que estiveram na delegacia relataram o consumo em excesso de bebidas alcoólicas e de drogas.  

“É um indicativo de que não era uma pessoa no seu juízo normal, era uma pessoa que estava de certa maneira com alucinações e ele, profundamente assustado, preocupado em ser surpreendido durante uma infidelidade conjugal pela sua companheira, ele se apavorou”, concluiu.