Anúncios

Morador de Rondonópolis (212 km ao Sul de ) – ainda não identificado – foi preso pela Polícia Federal na Operação Harem BR, deflagrada na manhã desta terça-feira (27). Ele é apontado como um dos aliciadores da quadrilha envolvida no tráfico de mulheres para exploração sexual. Suspeito será levado para Sorocaba (SP), onde ficará sob custódia da PF local.

De acordo com as informações da PF durante coletiva de imprensa transmitida online por rede social, 8 mandados de prisão preventivas foram expedidos pela Justiça, sendo que 5 foram para alvos fora do país.

Dos 3 alvos presos no , está o suspeito de Rondonópolis, que atua como aliciador das mulheres vítimas do grupo. Na casa dele também foi cumprido mandado de busca e apreensão, onde computador, tablet, , caderno de anotações e outros objetos foram apreendidos.

Há ainda prisões em São Paulo, Foz do Iguaçu e Portugal. O suspeito de Foz foi preso apontado como um dos clientes do grupo, ele teria contratado programas com menores de idade. E apesar de a investigação ser da polícia de Sorocaba, não há envolvidos no esquema e nem vítimas da cidade.

Recrutamento

Segundo a PF, as vítimas eram aliciadas pelos suspeitos por meio das redes sociais e até por sites de prostituição. Essas mulheres eram informadas que seriam contratadas para programas, mas ainda há dúvidas de saber até onde iam o consentimento delas.

O que se sabe, conforme um dos delegados há casos de mulheres que eram privadas de seus direitos, forçadas a atender clientes além da vontade e ainda sofriam pressão para continuar na cidade em que estava trabalhando além do tempo previsto.

Em um dos casos, considerado ‘gravíssimo’ a PF investiga a tentativa de estupro contra uma vítima menor de idade aliciada e levada para a Bolívia. Todas as vítimas já identificadas serão ouvidas nos próximos dias.

Os presos serão levados e ouvidos em Sorocaba. Polícia ainda busca, com auxílio da Interpol, suspeitos nos Paraguai, Estados Unidos, Espanha. Há ainda mandados cumpridos no Catar, e Bolívia.

Operação

A investigação do tráfico e exploração sexual de mulheres começou em 2019 com o desdobramento de outra operação, a Nascostos, que desarticulou um grupo que cometia estelionatos e fraudes pela , por meio de clonagem de cartões de crédito.

Segundo a PF, na época, algumas das compras realizadas com os cartões adulterados foram de passagens aéreas para Doha, capital do Catar. As duas passageiras eram garotas de programa e durante a investigação, elas contaram que era vítimas de exploração sexual e relataram que foram agenciadas para serem prostitutas e tiveram seus direitos cerceados.