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A deflagrou hoje (27/4) a Operação Harem BR, que tem por objetivo desarticular um grupo criminoso voltado ao de para fins de exploração sexual, em São Paulo.

Policiais federais deram cumprimento a 9 mandados de busca e apreensão e  a 8 mandados de prisão preventiva. Destes, 5 mandados foram incluídos na Difusão Vermelha da INTERPOL, mais precisamente no Paraguai, , , Portugal e , diante da suspeita de que alguns investigados estejam fora do País.

Os mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em Sorocaba, estão sendo cumpridos nas cidades de São Paulo/SP, /GO, Foz do Iguaçu/PR, Venâncio Aires/RS, Lauro de Freitas/BA e /MT.

As investigações foram iniciadas em 2019, em inquérito policial instaurado com base em desdobramento da denominada Operação NASCOSTOS, que desarticulou um grupo de estelionatários que praticava fraudes pela , mediante a clonagem de cartões de crédito.

No curso dessa investigação (Operação NASCOSTOS), identificou-se que algumas das compras feitas pelos estelionatários com cartões clonados foram de passagens aéreas, as quais tiveram como destinatárias duas mulheres que viajaram a Doha/Catar. Uma vez identificadas, essas vítimas de exploração sexual relataram cerceamentos de direitos a que foram submetidas nesse destino, bem como que receberam as passagens de um indivíduo que as agenciou para a prática dos atos de prostituição.

Com o avanço das investigações, identificou-se uma rede de agenciadores/aliciadores que atuava na exploração sexual, tanto em território nacional, quanto no exterior. Até o momento, a investigação apurou que os países para os quais houve viagens para fins de exploração sexual foram Brasil, Paraguai, Bolívia, Estados Unidos, Catar e Austrália. Há indícios, ainda, de que em algumas viagens ao Paraguai foram aliciadas/agenciadas pessoas menores de 18 anos.  

Os crimes investigados são: 

1)    favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável;

2)    tráfico de mulheres para fins de exploração sexual;

3)    falsidade material e/ou ideológica e uso de documento falso;

4)     favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual.

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