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O programa Justiça Comunitária do vai destinar cestas básicas para a Comarca de Rondonópolis (a 212 km ao sul de Cuiabá), que serão entregues às pessoas em situação de vulnerabilidade no município. Para multiplicar o quantitativo de mantimentos, a juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, coordenadora da Justiça Comunitária local, realizou reunião virtual na manhã desta quarta-feira (7 de abril) com parceiros para alinhar a ação.

As cestas, doadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Assistência Social de Mato Grosso, deverão chegar a na próxima semana e serão entregues às famílias até o dia 30 de abril respeitando todas as regras sanitárias de combate à Covid-19.

A juíza destacou o papel social realizado pelo Judiciário, que vai muito além dos julgamentos e audiências. “O Tribunal de Justiça tem esse viés, de não apenas julgar, mas de o juiz ou juíza saírem do seu gabinete e irem até onde a dor está. Por isso queremos multiplicar as cestas que chegarão para e queremos ajuda dos parceiros para aumentar essa ação e alcançar quem puder ser alcançado”, disse.

De acordo com a magistrada, o trabalho envolvendo os parceiros é de grande relevância no que diz respeito ao olhar diretamente voltado para as famílias que mais necessitam. “Tem a questão do acolhimento, as dificuldades financeiras, todas as restrições por conta da pandemia. São ações para diminuir as condições de extrema dificuldade, sobretudo no aspecto da alimentação.”

Para a distribuição, a Justiça Comunitária de Rondonópolis contará com o apoio da Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social, que já possui o cadastro das pessoas em situação de vulnerabilidade.

O objetivo da parceria com diversas entidades para o recebimento de mais doações é conseguir atender o maior número de pessoas possível já que segundo a secretária da Pasta, Neiva de Cól, no são 43 mil famílias cadastradas e 8.211 famílias em situação de extrema pobreza que recebem renda per capita de até R$ 89,00, situação bastante delicada.

“Atualmente temos muito mais pessoas em situação de vulnerabilidade momentânea por conta da calamidade que vivemos hoje da pandemia e a Secretaria tem feito os atendimentos dentro das suas possibilidades. Essa iniciativa alavancada pela juíza Maria Mazarelo é de fundamental importância. De fato precisamos dessa ajuda, pois, sozinha, a administração pública, seja ela de qualquer município ou ente federado, não dá conta de atender todas essas demandas. A colaboração vem em boa hora.”

Parceiros – O presidente da Associação Nacional das Empresas Agenciadoras do Transporte de Cargas (ANATC), Carley Fernando Welter falou sobre o que significa essa iniciativa, principalmente no atual cenário de pandemia. “Vejo a coordenação do Tribunal de Justiça, juntamente com a Secretaria Municipal e Polícia Rodoviária Federal, como três pilares que nos dá a credibilidade para podermos provocar nossos associados a se engajarem nessa ação, pois saberemos que o destino será ao que se propõe. Estamos abertos e empenhados em fazer dessa ação o melhor que pudermos.”

O momento de incerteza e dificuldade vivenciado no Brasil e no mundo foi ressaltado pelo diretor executivo da Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes, o que demonstra a importância da ação de doação.

“Levar uma cesta básica para a mesa das pessoas que estão vivendo de incertezas, que não tem esperança de mais nada é muito importante. Só temos que aplaudir uma instituição que se levanta para exercer esse trabalho social. Mais uma vez o Tribunal de Justiça sai na frente trazendo as entidades que representam a iniciativa privada para poder, numa ampla campanha, levar conforto, alimento que é substancial para sobrevivência de muitos mato-grossenses que realmente estão sofrendo em decorrência da pandemia.”

A Justiça Comunitária – Maria Mazarelo explicou que a Justiça Comunitária no TJMT é coordenada pelo juiz José Antonio Bezerra Filho e que as ações são voltadas para vários projetos potenciais na Capital e interior e que também desenvolve iniciativas como o e Araguaia Cidadão, projetos que levam auxílio e vários serviços jurídicos, de saúde, sociais e de cidadania às comunidades carentes do Pantanal e afastadas dos grandes centros.

“São projetos que repercutem fora do Brasil. As famílias carentes recebem doações frutos de apreensões da Polícia Federal, e de outros órgãos e entidades. A Justiça Comunitária tem o caráter não só de ministrar orientações, mas, sobretudo de acolhimento, de fazer a diferença e de estar junto com o povo num momento tão difícil em que todo o país está vivendo.”

Participaram da reunião o superintendente da PRF em Mato Grosso, Francisco Élcio Lima Lucena, gerente de Relações Institucionais da Rota do Oeste, Roberto Madureira, o advogado Rafael Vicente Gonçalves Tobias, policial da PRF-MT, o diretor-presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso (SindPRFMT), Átila dos Passos Calonga.

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