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A registrou o maior número de mortes por Covid-19, entre da educação pública estadual, num final de semana. Dias 10 e 11 de abril foram notificados a perda da vida de cinco profissionais em decorrência da crise sanitária.

Os falecimentos registrados a partir de comunicados encaminhados ao Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de (), são ainda subnotificações. “Um quadro grave da em Mato Grosso piorado pela inoperância na política governamental”, declara o presidente da entidade, Valdeir Pereira

Após cerca de 20 dias, desde o último levantamento sobre a morte de educadores vítimas da Covid-19, realizado pelo Sintep, mais 26 óbitos foram informados. Os dados se traduzem na perda de mais de uma vida, por dia.

As mortes entre familiares ganharam destaque entre os educadores. O contágio entre membros da mesma família tem aumentado nos últimos meses e, com a nova variante do vírus, estão se ampliando os registros de casos e mortes, entre pessoas mais jovens.

Na educação foram várias as vítimas fatais entre 35 e 50 anos. “Mais do que números, cada perda é multiplicada por famílias que ficam órfãs dos entes queridos”, destaca o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira ao afirmar que são filhos e netos que perdem os pais e avós, homens e mulheres que ficam sem os companheiros. Ou ainda, como ocorreu por duas vezes nos últimos 15 dias, casais que contaminados morrem e deixam à deriva todo um núcleo familiar.

Os dados registrados pelo Sintep/MT, revelam que apenas em 2021 – entre janeiro a abril – 65 profissionais da educação vieram a óbito.

Os números de vítimas fatais em decorrência do novo coronavírus na educação também apontam para um recorde, que superou até mesmo o quadro de óbitos entre os profissionais da Saúde (enfermeiros, técnicos e auxiliares de ), responsáveis por lidar diretamente com as pessoas acometidas com a doença. Segundo o Conselho Regional de Enfermagem foram 51 profissionais da área que perderam a vida em virtude do coronavírus.

Diante dessa sequência de perdas, o Sintep/MT reafirma a defesa nacional das entidades de luta pelos trabalhadores/as, em especial os da educação, pela vacinação imediata de todos e todas, e por digno para a sobrevivência daqueles trabalhadores que dependem do recurso para sobreviver em período de pandemia. “A inoperância dos governos está se refletindo no aumento das mortes. As pessoas estão buscando formas de ganhar a vida e se arriscam, muitas vezes sem perceber. Tudo pela falta de política de enfrentamento a pandemia”, cita Valdeir.

O número de casos de profissionais da educação mortos pela Covid-19 retrata também a situação dos e familiares, em especial daqueles que vivem em condições de maior vulnerabilidade. “O Sintep/MT reafirma a defesa por mais vacinas e medidas efetivas de controle social”, conclui o presidente.