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O desafio de levar conhecimento a todos, como manda a Constituição Brasileira, encontra barreiras na inclusão de pessoas de determinados grupos de pessoas, como as que possuem . No Brasil, dentre as mais de 270 mil pessoas com essa síndrome, conforme projeção do Movimento Down, cerca de 74 alcançaram êxito e concluíram uma graduação

Desde 1998, houve crescimento significativo de alunos com Síndrome de Down matriculados na rede básica de ensino. De 200 mil à época, o número saltou para mais de 1,18 milhão, de acordo com último censo do Ministério da Educação (). 

No ensino superior, a presença de pessoas com Síndrome de Down ainda é escassa, menos de 100 conseguiram concluir uma . Neste caso, as preferências dos cursos escolhidos por pessoas com Síndrome de Down, segundo o Movimento Down, são: Educação física; Pedagogia; Design, Moda e Artes; Gastronomia.

O Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado em 2014 lista 20 metas a serem alcançadas em 10 anos. Dentre elas, a meta de inclusão na rede regular de educação é a meta número 4.

“Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com , transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados”, diz meta 4 do Plano Nacional de Educação.

Mas este cenário passa longe de ser uma realidade para todas as pessoas que possuem a síndrome. As exceções, no entanto, servem para mostrar dois aspectos: ter a síndrome não é sinônimo de incapacidade e quem tem pode alcançar qualquer espaço.

Exemplo é a mineira Luísa Camargos. Em 2019, quando tinha 25 anos, foi atestada pelo Conselho Regional de Relações Públicas de Minas como a primeira profissional do segmento com Síndrome de Down. Dona de um entusiasmo e força de vontade notáveis, Luísa está determinada a incentivar outras pessoas com deficiências a lutar pelos seus sonhos. Para isso, ela usa o seu perfil no Instagram @lusrcamargos como espaço de motivação. Atualmente, ela trabalha como relações-públicas na Agência de Iniciativas Cidadãs.

21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down estima que, no Brasil, em um a cada 700 nascimentos ocorre o caso de trissomia 21, que totaliza, aproximadamente, 270 mil casos no país. 

Conforme a entidade, essa síndrome não é uma doença. Trata-se de uma condição genética gerada pela presença de uma terceira cópia do cromossomo 21 em todas as células do organismo (trissomia).