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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforça a necessidade de medidas mais restritas, como o lockdown, em estados com alerta crítico para a de covid-19. A recomendação se aplica a , que tem registrado números recorde de mortes pela doença, e tem por base o Boletim Extraordinário do Observátório covid-19 Fiocruz.

De acordo com a Fiocruz, as principais recomendações apontadas são a restrição das atividades não-essenciais por cerca de 14 dias, para redução de aproximadamente 40% da transmissão, e o uso obrigatório de máscaras por pelo menos 80% da população.

“A coordenação e integração destas medidas, articuladas entre os diferentes níveis de governo e com ampla participação da sociedade, é vital neste momento. Assim, mesmo que vários municípios e estados já venham adotando estas medidas, é fundamental que governos municipais, estaduais e federal caminhem todos na mesma direção para ampliá-las e fortalecê-las, uma vez que a adoção parcial e isolada nos levará ao prolongamento da crise sanitária”, afirmam os pesquisadores da Fiocruz.

Essa semana, o governador Mauro Mendes (DEM) encaminhou para a Assembleia Legislativa () o para antecipar 5 feriados e emendar com a . Dessa forma, haveria um fechamento das atividades comerciais por 10 dias, numa tentativa de barras a circulação de pessoas. A medida foi reprovada pelos deputados, que alegaram grande prejuízo ao setor econômico.

A Fiocruz alerta para, além da rápida elevação dos casos e mortes pela doença, a alta taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no país. Em Mato Grosso, 98% das UTI’s para covid da rede pública estão ocupadas, 7.033 mortes foram causadas pela doença e 292.842 pessoas ficaram doentes. Na rede particular, a lotação dos leitos de enfermaria e UTI está em quase 100%.

O boletim aponta para dados ainda mais alarmantes quando a contaminação pelo novo coronavírus: o número de óbitos por covid-19 aumentou para 3,2% ao dia, um ritmo ainda maior do que o das semanas anteriores. Também foi observado um aumento desproporcional da mortalidade no país, passando de cerca de 2% no final de 2020 para 3,1% agora em março.

“A incapacidade de diagnosticar correta e oportunamente os casos graves, somado à sobrecarga dos hospitais, em um processo que vem sendo apontado como o colapso do sistema de saúde, pode aumentar a letalidade da doença, dentro e fora de hospitais”, afirmam os pesquisadores do Observatório.