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A Justiça condenou a prestação de serviços comunitários o adolescente que levou a arma usada para matar Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, em de julho do ano passado em uma casa em um condomínio de luxo em (MT). A namorada dele, autora do disparo, está internada em uma unidade socioeducativa. Ela diz que o tiro doi acidental.(leia mais abaixo)

O processo tramita em segredo de Justiça e, por isso, o G1 não teve acesso à detalhes da decisão da juíza Cristiane Padim, da 2ª Vara Especializada da e do Adolescente, proferida nesta quinta (4).

O jovem condenado é namorado da acusada de ter matado Isabele. No relato à polícia, a amiga da vítima argumentou que o disparo foi acidental – ela disse que teria se desequilibrado quando estava com a arma na mão. Ao cair, bateu na porta do banheiro onde a amiga estava.

Ainda de acordo com o relato, ao ouvir o barulho, Isabele abriu a porta e foi atingida por um disparo involuntário.

A autora do tiro disse à polícia que iria guardar o revólver em um case a pedido do pai e, por isso, portava a arma dentro de casa.

Porte de arma

As duas famílias, a da adolescente que disparou o tiro, e também a do namorado dela, praticam tiro esportivo, de acordo com a investigação da polícia. A Federação de Tiro de (FTMT) confirmou que a jovem que atirou pratica a modalidade com o pai há pelo menos três anos.

O namorado condenado a prestação de serviço comunitário foi acusado de ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo, porque transitou armado, sem autorização. Ele tem 16 anos e, segundo a polícia investigou, levou as armas para a casa da namorada. O tiro que matou a menina Isabele partiu de uma dessas armas, que pertencia ao pai do rapaz.

O pai dele também foi indiciado. Segundo o delegado, mesmo tendo alegado que não tinha conhecimento de que as armas tinham sido levadas pelo filho para o local, ele foi indiciado por omissão de cautela na guarda de arma de fogo, já que teria obrigação de guardar as armas em local seguro.

A jovem que disparou cumpre medida socioeducativa internada em uma unidade para menores infratores. O Superior (STJ) negou no último dia 26 o habeas corpus impetrado pela defesa dela.

A pena dela será revista e atualizada a cada seis meses, podendo chegar a pena máxima de 3 anos de reclusão.