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O (DEM) descartou, ao menos por ora, decretar a obrigatoriedade da contra a Covid-19 em . O democrata alegou que há escassez de doses e, diante dessa realidade, seria “inócuo” falar em exigências à população em relação ao imunizante.

Na segunda-feira (19), o Estado recebeu do Ministério da Saúde pouco mais de 126 mil doses da Coronavac, vacina do Instituto Butantan feita em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Como a imunização se dá em duas doses, a primeira remessa será suficiente para atender pouco mais de 60 mil pessoas. O Estado possui cerca de 3,5 milhões de habitantes.

“Como nós temos aí uma escassez muito grande, acho que seria um pouco inócuo falar em obrigatoriedade. Por enquanto, a vacina é livre, não tem nenhuma recomendação a nível nacional, muito menos estadual, que seja obrigatório”, disse o governador, em evento realizado na manhã desta terça-feira (19).

Atualmente, há dois projetos em trâmite na Assembleia Legislativa, de autorias dos deputados Eduardo Botelho (DEM) e Sílvio Fávero (PSL), que tratam sobre a exigência da vacinação para a população.

Enquanto o projeto de Botelho fala em restrições para aqueles que se recusarem a participar do processo de imunização, a matéria defendida por Fávero desobriga o cidadão de tomar a vacina, sem sanções.

“Olha, gente, é muito ruim você falar em obrigatoriedade quando você não tem a disponibilidade. Vamos falar em obrigatoriedade quanto nós tivermos a disponibilidade para ofertar à população”, afirmou o governador, ao comentar as duas matérias.

“A fila anda”

Mendes salientou, ainda, que não irá “estocar vacina” e que cabe aos cidadãos de cada grupo prioritário procurarem se imunizar quando a sua fase for anunciada pelo Governo.

“As pessoas que estão dentro daquele grupo prioritário vão ter a disponibilização, a disponibilidade, de tomar a vacina. Se elas não comparecerem dentro de um prazo, eu não vou ficar estocando vacina, não. A fila anda e nós vamos passar para os próximos grupos”, disse.

Grupos prioritários

Ontem, 10 de saúde que atuam na linha de frente de combate ao novo coronavírus receberam as primeiras doses da vacina. Na primeira fase da campanha de vacinação, as doses são destinadas a esses profissionais, indígenas que moram em aldeias, idosos com 60 anos ou mais que vivem em asilos e/ou instituição psiquiátricas e pessoas com deficiência que também se encontram institucionalizadas.

Na segunda fase, segundo o Estado, é a vez da população idosa de 60 a 74 anos. A terceira fase é voltada às pessoas com comorbidades (como diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, câncer e obesidade grave).

Já a quarta fase será voltada a , profissionais das forças de e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.