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O teve a maior alta de preço no ano passado, 103,79%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial que fechou 2020 com 4,52%, maior taxa desde 2016. Arroz (76,01%), leite longa vida (26,93%), frutas (25,40%), carnes (17,97%), a batata-inglesa (67,27%) e o tomate (52,76%) também disparam no acumulado do ano passado. Veja a seguir os alimentos vilões da inflação.

Uma combinação de fatores levou a média mensal dos preços do óleo de soja ao maior nível desde dezembro de 2002 no , e forte demanda interna e externa, aliada à baixa disponibilidade de matéria-prima, abre espaço para maiores altas até a entrada da colheita nacional, no início de 2021, segundo analistas. O óleo de soja também aparece como principal vilão, com aumento de 120%, na alta da cesta básica em São Paulo, em 2020, em levantamento feito pelo Procon-SP e Dieese.

O preço do arroz registou um aumento de 76,01% no acumulado do ano. A alta começou de forma mais acelerada no terceiro trimestre, quando a produção nacional, colhida no início de cada ano, já estava no mercado. Para tentar reduzir a restrição de oferta, o governo federal liberou a importação com isenção. O preço deve ter um alívio no início deste ano, com a entrada da nova safra do grão, sustentam pesquisadores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

A batata-inglesa teve aumento de 67,27%. O motivo é que os agricultores enfrentaram problemas nas lavouras em setembro, mês final da safra de inverno. Houve uma grande oferta do produto naquele mês, mas passou a faltar em outubro e novembro. Agora, a tendência é que o preço se estabilize no início deste ano, com a chegada da nova safra.

O tomate registrou 52,76% de aumento no acumulado do ano. Como a demanda pelo item é sempre grande, já que faz parte dos produtos mais consumidos pelos brasileiros, a baixa oferta aumenta os preços.