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O presidente da Federação das Indústrias de (Fiemt), Gustavo Oliveira, afirmou nesta terça-feira (22.12) que o tomou uma decisão bastante acertada ao substituir a execução das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) pela implantação do Ônibus de Rápido (BRT).

“Quero declarar meu total apoio à decisão da troca do VLT pelo BRT. O Governo do Estado acertou fortemente em fazer uma nova proposta mais moderna, mais adequada e que vai trazer maior conforto ao usuário do transporte coletivo, sem que isso traga custos maiores à sociedade”, afirmou.

Ele destacou as vantagens da decisão, como menor impacto de poluição tanto atmosférica, como , uma vez que o modal será 100% elétrico. Além de que o projeto poderá ser expandido para outras regiões com maior facilidade, o que não ocorria em relação ao VLT, um modal mais engessado em caso de alterações à execução original.

“Outra vantagem, e aqui quero lembrar a todos os empresários, é que o -transporte é um custo importante em nossa composição de preços e a proposta apresentada terá tarifa muito menor do que seria a tarifa do VLT, como está bem colocado nos estudos técnicos”, pontuou o presidente da Fiemt.

Para ele, o novo projeto foi bem pensado no sentido de economicidade aos cofres públicos, já que o custo da implantação do BRT chega a ser R$ 330 milhões menor que para a conclusão do VLT.

De acordo com o estudo técnico elaborado pelo Governo de Mato Grosso e pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, para a conclusão do BRT são necessários 24 meses e R$ 430 milhões, já para o VLT, o custo seria de R$ 763 milhões e 48 meses para ser finalizado.

“Quero dar meus parabéns à equipe técnica do Governo do Estado pelo estudo muito bem feito e pela coragem de propor algo diferente, moderno e que vai entregar uma solução muito mais rápida à mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande”, finalizou Gustavo Oliveira.

Estudos técnicos

Os relatórios concluíram ainda que o BRT terá mais vantagens à mobilidade da população cuiabana e várzea-grandense em razão da flexibilidade do modal, “pois consegue atingir regiões mais adensadas e mais distantes, bem como permite o seu prolongamento no futuro”.

“Além disso, permite também que um ônibus saia de um bairro, entre no corredor exclusivo e, sem qualquer integração, siga a outro bairro distante do corredor estrutural, garantindo conforto e agilidade para o usuário”.

Conforme os estudos, o traçado do VLT é inflexível, já que as zonas com maior atração de viagens estão há mais de 400 metros dos eixos, “especialmente as áreas centrais de Cuiabá e Várzea Grande”.

Outro ponto destacado pela comissão foi o valor da tarifa, que ficou orçada em R$ 5,28, montante muito superior ao do transporte coletivo praticado na Baixada Cuiabana, que é de R$ 4,10.

Já na hipótese de instalação do BRT, a tarifa ficaria na faixa de R$ 3,04, “impactando decisivamente no custo operacional do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande”.