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A produtora rural Elenir Alves de Souza, do Sítio Monte Azul, no município de (735 km a Noroeste de ), cultiva pitaya há quatro anos como alternativa de renda em sua propriedade. A colheita da fruta rústica com sabor doce, de polpa firme e repleta de sementes será realizada no início de dezembro. Ela destaca que alguns frutos chegam a pesar 700 gramas a unidade. A produtora vende as frutas nas cores branca, amarela e vermelha.

Em geral, conforme Elenir, o preço avulso do fruto varia de R$ 10 a R$ 25 a unidade na época da safra. Ela possui uma área de meio hectare e acha o cultivo rentável, já que a colheita dura em média sete meses (outubro a maio).

“Esse tipo de fruta dá retorno e considero bem lucrativa. Além do sabor, tem os benefícios para a saúde com a prevenção de doenças crônicas. Devido a sua composição nutricional, a pitaya tem ação antioxidante, rica em vitamina C, responsável pelo reforço da defesa do organismo, efetuada pelo sistema imunológico”, esclarece.

O supervisor do Campo Experimental da Empresa Mato-grossense de , Assistência e Extensão Rural (Empaer) em , Welington Procópio, fala que numa parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão sendo avaliados cinco materiais genéticos em 135 plantas.

Estão pesquisando também, palanques de sustentação para o manejo da planta. “Estamos testando madeira de lei, eucalipto tratado e poste de cimento para sustentar a planta acima do solo”, explica.

 A colheita dura em média sete meses (outubro a maio)

Serão instaladas Unidades de Referência Tecnológica (URT) nos municípios de Acorizal, São José do Rio Claro e Nova Ubiratã para avaliação dos materiais genéticos oriundos da Embrapa.  Segundo Procópio, o objetivo do trabalho de pesquisa é estudar o manejo e buscar alternativas economicamente viáveis para a . O trabalho teve início em 2016. As mudas de pitaya já estão sendo produzidas pela Empaer e comercializadas por R$ 15 nas cores vermelha e branca.

Uma planta de pitaya pode produzir 20 quilos da fruta. No mercado a pitaya chega a ser vendida por R$ 40 o quilo. O alto valor pago pelo quilo da fruta, que pode variar dependendo da época do ano e da demanda, também constitui um grande atrativo para o plantio.

O custo para implantação de um hectare pode chegar a até R$ 60 mil e o retorno pode ser de R$ 100 mil por hectare. “A planta produz no primeiro ano e pode estabilizar no quarto ano de produção com a produtividade de até 20 toneladas por hectare”, comenta.

As espécies mais conhecidas e comercializadas, especialmente pela qualidade dos seus frutos, são a pitaya-branca (rosa por fora e branca por dentro), a pitaya-amarela (amarela por fora e de polpa branca) e a pitaya-vermelha (avermelhada por fora e por dentro). É uma planta perene, trepadeira com características básicas, com dias longos e florescimento a noite. Rica em nutrientes como as vitaminas C, B1, B2 e B3 e minerais como ferro, cálcio e fósforo, a pitaya oferece excelente alternativa para a alimentação.

Variedade amarela também é comercial e bem aceita pelos consumidores