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A criança de 2 anos que foi internada na UTI Pediátrica da Santa Casa de (215 km de Cuiabá), com traumatismo craniano, marcas de queimaduras de cigarro e fraturas nas costelas, que teriam sido causados pela mãe e pelo padrasto, recebeu alta médica.

O Conselho Tutelar informou que ele ficou internado na UTI da Santa Casa, acompanhado por uma pessoa da família.

O menino vai retornar para cidade de origem e o parente que o acompanhava tem preferência na adoção

A mãe perdeu a guarda da criança. O caso é investigado como maus-tratos. A mãe e o padrasto da criança são considerados suspeitos pelo crime e seguem presos.

A mãe foi encaminhada para a Cadeia Pública Feminina do município e o padrasto para a Penitenciária da Mata Grande.

O casal é de Alagoas e está em Rondonópolis há cerca de três meses. Eles não possuem outros filhos.

O caso

Uma criança de 2 anos foi espancada e encontrada gravemente ferida, em uma residência no bairro Parque Universitário, em Rondonópolis (215 km de Cuiabá). O padrasto de 23 anos e a mãe da criança de 25 anos foram presos e conduzidos para 1ª Delegacia de Polícia por maus-tratos. O caso foi registrado no dia 22 de Julho

Conforme as informações, o Conselho Tutelar foi acionado por enfermeiros do Hospital Regional, após a criança ter dado entrada na unidade pelo SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Segundo a conselheira tutelar, Josiane Gentil, o casal disse a equipe médica que a vítima tinha se engasgado. Porém, existiam marcas de mordidas e queimaduras pelo corpo da criança.

“Em todos esses anos que estou no Tutelar, nunca tinha visto uma criança tão machucada em toda a minha vida. Ela tem marcas por todo o corpo, o médico disse também que provavelmente ela esteja com costelas quebradas, traumatismo craniano e desnutrição gravíssima. É muita maldade”, disse Josiane.

Os suspeitos chegaram a ser questionados sobre o crime, mas eles negam os maus tratos.

“Cheguei a conversar com os dois e eles falam que não fizeram nada e que eles jamais maltratariam uma criança. Mas, não tem nem como dizer que aquela criança não foi maltratada e que vem sofrendo há muito tempo”, acrescentou conselheira.

Devido a gravidade dos ferimentos, a criança precisou ser transferida para a UTI da Santa Casa.