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A família Cestari e o escritório do advogado Ulisses Rabaneda encerraram o contrato, na última segunda-feira (24), e a defesa do empresário Marcelo Martins Cestari e da filha B.O.C. mudou de time. Segundo Rabaneda, o contrato foi encerrado de forma concensual entre as partes, já que os clientes não concordaram com algumas cláusulas contratuais.

O empresário contratou o advogado criminalista Artur Barros Freitas Osti.

Osti já fez a defesa de pessoas como Ricardo Cosme Silva dos Santos, conhecido como “DJ Superman Pancadão”, acusado de gerenciar esquema de tráfico de R$ 30 milhões. Também foi defensor  de uma cuiabana que, em 2015, atropelou e matou o gari Alceu Ferras,em São Paulo e fugiu do local.

O advogado aguarda acesso aos laudos e documentos do caso, para que possa determinar os próximos passos da defesa.

Veja nota do advogado na íntegra:

Rabaneda Advogados Associados e a Família Cestari informam que de maneira consensual decidiram não renovar o contrato de prestação de serviços jurídicos existente entre as partes. O contrato se limitava até a presente fase do procedimento investigatório e a renovação não ocorreu por não ter havido consenso em relação a algumas cláusulas contratuais. A Rabaneda Advogados Associados ao tempo que reafirma sua compreensão de que os fatos apurados decorreram de uma fatalidade, agradece a Família Cestari pela confiança depositada em seu trabalho. Por fim, informam que já foi protocolado nos autos o respectivo substabelecimento, passando os poderes ao advogado Artur Barros Freitas Osti, que irá conduzir a defesa doravante.

Relembre o caso

O empresário Marcelo Martins Cestari, 43, pai da adolescente de 14 anos que é investigada pela morte de Isabele Guimarães Ramos, 14, foi indiciado pela PJC-MT (Polícia Judiciária Civil do ) pelos crimes de porte e posse de arma de fogo irregular, além de fornecer arma de fogo a menor de 18 anos. A conclusão do inquérito, realizado pela 2ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro Planalto, foi divulgada hoje, mas o documento foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário na última quinta-feira (30).

Cestari foi preso em flagrante por posse e porte ilegal de arma de fogo depois que a polícia encontrou um arsenal com seis pistolas na residência dele, localizada no condomínio Alphaville, em , no dia 12 de julho, durante busca no imóvel, após ser constatada a morte de Isabele por um tiro na cabeça. Ele pagou R$ 1 mil de fiança para responder em liberdade provisória. O valor mudou três vezes, foi para R$ 209 mil, caiu para R$ 10 mil, e voltou a ser aumentada para R$ 52,2 mil, seguindo decisões da Justiça.