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O , José Carlos do Pátio (SD), encaminhou um projeto à Câmara do município na semana passada, pedindo a autorização para gastar até R$ 15,2 milhões do recurso vindo do Governo Federal para o enfrentamento da pandemia do novo , para terminar algumas obras inacabadas e para o custeio da máquina pública.

De acordo com o projeto, o prefeito pede aos vereadores que o autorizem a usar R$ 15. 204.946,45 do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus para pagar dívidas como de obras de saneamento e de pavimentação em ruas do município, além de custear os gastos de algumas secretarias.

Os vereadores da oposição classificaram o pedido do Executivo como absurdo e prometem fazer um esforço para não aprovarem a proposta, com a justificativa de que o recurso milionário deve ser usado para ajudar diretamente o cidadão e não para fazer política como entregas de obras.

“O prefeito quer pegar o dinheiro enviado pelo nosso para medidas de enfrentamento ao COVID-19 e enfiar mais de R$15.000.000,00 na politicagem de obras inacabadas e no sumidouro de gastos do custeio da máquina pública. O Sr concorda com isso?”, questionou o Subtenente Guinancio, vereador oposicionista em suas redes sociais.

Pátio que terá seu mandato finalizado em dezembro deste ano, pretende tentar se reeleger na eleição que irá acontecer no mês de novembro.

Vale lembrar que no mês de junho, a secretaria de do município, principal pasta no combate a pandemia, foi alvo de uma operação da Polícia Civil pela suspeita de superfaturamento e outras irregularidades na aquisição de materiais de consumo para o combate ao Covid -19.

Na ocasião, a ex-secretária da pasta, Izalba Diva de Albuquerque Oliveira, chegou a ser afastada do cargo por ordem da justiça e consequentemente exonerada pelo prefeito.

A Câmara Municipal deve colocar o projeto do Poder Executivo para votação já nas próximas sessões.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa esclareceu que o dinheiro é referente à primeira parcela do programa do governo federal de auxilio aos municípios.

Veja o PL na íntegra:

Rondonópolis não tem mais nenhum leito de UTI disponível para a população

Nas redes pública e privada de saúde de Rondonópolis (215 km de ), a taxa de ocupação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) passa de 100% porque os hospitais estão disponibilizando leitos que eram para outros atendimentos, agora para os casos de Covid-19.

Na enfermaria a situação é relativamente melhor. Restam 28 leitos nos hospitais públicos e 3 na rede particular.

Até a última terça-feira (21), ainda havia um leito de UTI disponível para atender a população, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O leito foi ocupado na última quarta-feira (22) e agora já não há mais nenhum leito livre na cidade.

Os leitos de UTI são fundamentais nos atendimentos de casos mais graves de Covid.

Para desafogar os hospitais, a população deve fazer a sua parte, priorizando o distanciamento social e usando máscara.

Situação dos Leitos de UTI e Enfermaria nas Redes Pública e Privada

Leitos Total Ocupados Disponíveis Ocupação (%) Observação
UTI (Público) 22 27 122.7% Sobrecarregado
UTI (Privado) 16 28 175.0% Sobrecarregado
Enfermaria (Público) 76 48 28 63.2%
Enfermaria (Privado) 33 30 3 90.9%

Casos de Covid-19 em Rondonópolis

O total de casos de Covid-19 em Rondonópolis é de 3.564,  sendo que deste total 99 pessoas estão hospitalizadas, e 382 em isolamento domiciliar. O município ainda registrou um total de 142 óbitos.

Rondonópolis ainda conta com 1883 pessoas com suspeitas de estar com o vírus, deste total 34 estão hospitalizadas e 1849 aguardam pelo resultado em casa, o município ainda conta 4663 casos descartados.