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A eleitoral do senador José Serra () em 2014 é alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) e do MPE (Ministério Público Eleitoral) nesta terça (21). As investigações apuram suspeitas de caixa dois, com irregulares para ocultar a origem ilícita. O esquema teria envolvido R$ 5 milhões, movimentados pela simulação de operações financeiras.

A Justiça Eleitoral expediu quatro mandados de prisão temporária e outros 15 de busca e apreensão. O gabinete e apartamento do senador em Brasília e imóveis ligados ao tucano em São Paulo são alvo de ações da PF. Há mandados cumpridos em Itatiba e Itu, no interior paulista. A polícia do Senado, porém, não está permitindo a entrada de agentes da PF no gabinete.

Por meio de nota, Serra disse que “causa estranheza e indignação a ação deflagrada” hoje. “Em meio à da covid-19, em uma ação completamente desarrazoada, a operação realizou busca e apreensão com base em fatos antigos e prescritos e após denúncia já feita, o que comprova falta de urgência e de lastro probatório da acusação”, declarou.

Um dos presos da operação é o fundador da Qualicorp, José Seripieri Filho. A prisão temporária tem duração de cinco dias, mas pode ser prorrogada. A Qualicorp é uma empresa da área de .

Segundo a Promotoria, os pagamentos de doações eleitorais não contabilizadas teriam sido “efetuados supostamente a mando de acionista controlador de importante grupo empresarial do ramo da comercialização de planos de saúde”, que seria Seripieri. Procurada, a empresa diz que irá se pronunciar ainda hoje.

Outras , no entanto, teriam participado do esquema. “Apurou-se ainda a existência de outros pagamentos, em quantias também elevadas e efetuados por grandes empresas, uma delas do setor de nutrição e outra do ramo da construção civil.”

O dinheiro seria destinado “a uma das empresas supostamente utilizadas pelo então candidato para a ocultação das doações”, diz a nota.

O nome da operação é Paralelo 23, terceira fase da Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo.

Serra já havia sido alvo da operação em 3 de julho, quando foi denunciado pelo MP por suspeita de lavagem de dinheiro. Na ocasião, a investigação mencionava uso do cargo como governador de São Paulo entre 2006 e 2007 para obter benefícios junto a empreiteiras.

Os investigados responderão por crimes de associação criminosa, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, com penas de três a dez anos de prisão. Por se tratar de um parlamentar em exercício de mandato no Senado, Serra só será investigado em primeira instância pelos fatos apurados em 2014.