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Um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o disparo que vitimou a adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, foi feito a curta distância, com a bala percorrendo uma trajetória em linha reta.

Os peritos encontraram pólvora no corpo da menina, o que reforça a tese de tiro disparado de perto.

Nesta quarta-feira (12), o diretor do IML, Eduardo Andraus Filho, encaminhou o documento para as autoridades da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e da Deddica (Delegacia Especializada nos Direitos da Criança e do Adolescente).

Segundo informações, após a coleta de vestígios no dia do crime, os peritos relataram que o tiro teria sido dado a uma distância de 30 cm a 40 cm.

Já o laudo perícia realizada pela Politec (Perícia Oficial de Identificação Técnica) na sexta-feira (17) – em que foram usados reagentes químicos para a detecção de sangue, além de medições no quarto e banheiro onde ocorreu a tragédia – ainda não foi concluído.

A adolescente foi atingida com um tiro no rosto, por uma arma que estava sendo segurada pela melhor amiga, também de 14. O caso ocorreu no dia 12 de julho no condomínio Alphaville, em .

Nesta manhã, o delegado Wagner Bassi, da DEA, ouviu adolescentes que moram no condomínio para saber o que eles viram e ouviram no dia da tragédia. A corporação não informou quantos menores foram ouvidos.

Na semana passada a adolescente que teria dado o tiro acidental e o pai dela, o empresário Marcelo Cestari, foram ouvidos por quase sete horas pelo delegado Wagner Bassi.

Na segunda-feira (20), foi a vez do namorado dela, que levou a arma para a casa onde ocorreu a fatalidade. O pai, Glauco Mesquita Correa da Costa, também foi ouvido no mesmo dia.

Ontem (21), foi a vez da mãe de Isabele, a empresária Patrícia Guimarães Ramos, prestar depoimento na delegacia. Bastante emocionada, ela deixou a delegacia após duas horas.

Tragédia no Alphaville

Segundo relatos da adolescente que atirou à Polícia, ela foi em busca da amiga no banheiro do seu quarto levando em mãos as duas armas trazidas por seu namorado.

Em determinado momento, as armas, que estavam em um case, caíram no chão. “A declarante abaixou para pegar os objetos, tendo empunhado uma das armas com a mão direita e equilibrado a outra com a mão esquerda em cima do case que estava aberto”.

“Que em decorrência disso, sentiu um certo desequilíbrio ao segurar o case com uma mão, ainda contendo uma arma, e a outra arma na mão direita, gerando o reflexo de colocar uma arma sobre a outra, buscando estabilidade, já em pé. Neste momento houve o disparo”, revelou a menor em depoimento.