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O áudio atribuído ao soldado da Polícia Militar, Oacy da Silva Taques Neto, de 30 anos, um dos seis criminosos mortos em um confronto com o Bope na última quarta-feira (29), no bairro Itamaraty, dando a entender que participaria de um roubo, na verdade foi supostamente gravado pelo comparsa Willian Dhiego Ribeiro Moraes.

Na gravação ele pede para uma amiga para avisar a mãe do filho dele que a ama muito. “Amo muito o meu filho, do fundo do meu coração, fala para ela me perdoar se eu magoei ela com alguma coisa”, diz em trecho do áudio.

A mulher citada pelo bandido morto seria Allane Emilly, que hoje (30) fez postagens nas redes sociais comentando que não entendia porque o companheiro havia participado do crime e cita que ele deixou o filho.

“Te pedia tanto para não fazer isso, só foi ficarmos longe um do outro e você fez. E agora? O que vou falar para ele [filho], quem vai jogar bola com ele? Quem vai cantar para a mamãe. Só tenho uma coisa a falar, você fez a pior escolha da sua vida e veio a consequência. Já não tenho , sei que você me amou muito”, escreveu em uma das publicações.

No áudio, William também revela à amiga que vai participar de uma “situação que não tem como voltar atrás”. Ele afirmou que acreditava que nada aconteceria com ele, mas, caso acontecesse, era para que ela deixasse o áudio gravado.

Ele já tinha oito passagens pela polícia por posse irregular de arma de fogo, roubo, uso ilícito de drogas, desacato, e injúria. Nas redes sociais, a mãe do filho de William desabafou que “implorava” para que ele não participasse mais de crimes.

Entenda o caso

Seis homens foram mortos em um conflito com o (Bope) na madrugada da última quarta-feira (29), no bairro Itamaraty, próximo ao condomínio Belvedere, em Cuiabá. Eles estavam armados e planejavam cometer assaltos na região. Os 6 já foram identificados pela Politec e a PM investiga a conduta do soldado morto no caso e o uso de uma arma da corporação por um filho de policial na tentativa de assalto.

Além de Willian Dhiego Ribeiro Moraes, de 37 anos, foram mortos no tiroteio Gabriel de Paula Bueno, 20, André Felippe de Oliveira silva, 24 , o soldado da PM, Oacy da Silva Taques Neto, 31, Jhon Dewid Bonifácio, 23 e Leonardo Vinícius Pereira de Moraes, 24, filho de um sargento da PM.

O grupo estava dividido em dois carros blindados, sendo um Fiat Uno e um Corolla, ambos alugados para a ação. Com eles, foram encontrados três pistolas e três revólveres, colete balístico, máscara de palhaço e rádios transmissores na frequência com a PM. O Bope recebeu a denúncia de um bando fortemente armado no bairro Itamaraty e, ao chegar no local, foi recebido a tiros e houve o confronto, quando os suspeitos foram mortos.