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O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo demonstrou preocupação com o rápido crescimento da taxa de ocupação dos leitos para pacientes da Covid-19 (novo coronavírus) em Mato Grosso e disse que, em breve, o Estado sofrerá com a falta de vagas.

A principal apreensão é relativa as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). No boletim divulgado pela Saúde no último domingo (7), a taxa de ocupação nessas unidades estava em 45,6%. No sábado (6), era 36,3%.

Em à Rádio Mega FM, na manhã desta segunda-feira (8), o secretário disse que já não é possível manter o discurso de dias atrás, quando se falava que Mato Grosso tinha uma situação confortável quando comparado a outros Estados.

“Não dá para esconder que aqui em Mato Grosso ainda teremos dias difíceis. Tínhamos uma taxa de ocupação baixa, mas esse conforto não existe mais. A epidemia, nesse momento, cresce numa velocidade muito grande”, disse Gilberto.

“O número de pessoas necessitando de uma unidade hospitalar é muito grande, nesse momento, e vai faltar leitos. E, aí, faltando leitos, há uma agonia maior da população”, emendou o secretário.

Pandemia banalizada

Gilberto afirmou que, somado ao rápido crescimento na taxa de ocupação hospitalar, há o comportamento irresponsável das pessoas.

Segundo ele, ainda há uma parcela grande da população “banalizando” a epidemia, que já matou mais de 100 pessoas em Mato Grosso.

“A continuar o ritmo de crescimento da infecção no Estado, a continuar as medidas não farmacológicas, não sendo tão efetivamente implementadas pela população em geral, não estamos muito longe de ter um colapso na rede hospitalar. Em especial nesse item que é o principal, o mais importante de todos, que são os leitos de UTIs”, disse.

“Muitas pessoas ainda estão banalizando a doença, achando que não serão afetadas. Ainda é menos doloroso, menos custoso que a população atenda ao apelo de ficar em casa, evitar aglomeração e usar máscara”, completou.

Casos em MT

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) notificou, até a tarde de domingo (07), 4.033 casos confirmados da em Mato Grosso, com 113 óbitos.

Em um intervalo de 24 horas foram registradas 12 mortes.

Os óbitos mais recentes envolveram residentes de Cáceres, Sinop, Cuiabá, do Leste e Poconé.

No Estado, há 240 pacientes hospitalizados, sendo 118 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 122 em enfermaria.