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A Bombril foi criticada nas redes sociais após relançar a ‘Esponja Inox Krespinha’, produto comercializado pela primeira vez no início da década de 1950.

As publicações, que colocaram o assunto entre os mais comentados no Twitter, nesta quarta-feira (17), apontam para uma associação pejorativa entre a esponja e o “cabelo crespo”.

O produto, que foi retirado do site da marca após a polêmica, era descrito como “perfeito para a limpeza pesada. Remove sujeiras e gorduras de um jeito rápido e eficaz, sem esforço. Resistente e não enferruja.”

Com a hashtag #BombrilRacista, alguns internautas indentificaram supostas referências entre a propaganda de uma esponja lançada pela primeira vez em 1952, em que era estampada a imagem de uma menina negra, com a atual. O produto, no entanto, não era fabricado pela Bombril.

“Não há inocência. Não é só uma questão de ausência de negros nas agências. Isso é feito de maneira proposital. Bombril relançar um produto com esse nome, justo nesse momento que estamos vivendo… Racismo puro”, escreveu Ricardo Trindade, produtor de conteúdo.

Outra internauta citou “associações racistas” entre os produtos da marca e o cabelo crespo e, por isso, classificou o episódio como “falta de bom senso”. “A “krespinha” de 1952 não era fabricada pela Bombril. Mas sabemos muito bem que associações racistas entre o cabelo crespo e os produtos da marca são recorrentes, e alguém resolver transformar tudo isso em campanha de marketing é, no mínimo, uma falta de bom senso gigantesca”, disse.

Procurada pelo R7, a empresa não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para o posicionamento da marca.

Veja algumas das publicações nas redes sociais