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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (/MT) apresenta posição contrária a , nesse momento em que a pandemia do Convid-19, manifesta um aumento no número de casos. A manifestação, por vídeo conferência, foi feita nesta segunda-feira (11.05), na reunião inaugural da comissão especial que debate o tema.

Para o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, a prioridade é garantir a vida dos , familiares e trabalhadores da educação. Conforme Valdeir, o retorno das aulas só deverá ocorrer quando houver toda a segurança necessária, ou seja, a transmissão da doença estiver sob controle e o sistema de saúde capaz de “detectar, examinar, isolar e tratar” cada caso e rastrear todos os casos contaminados.

A participação do presidente foi acompanhada de um consenso entre os interlocutores. O vice-presidente da Comissão de Educação da , deputado , presidiu a reunião. Fazendo o resgate dos quadros de pandemias na histórica da humanidade, como a peste negra e a gripe espanhola. Segundo ele, assim como ocorre na Covid-19, a única prevenção é o . A perspectiva trazida pelo deputado recebeu apoio dos integrantes da comissão de educação que participaram; deputado Wilson e deputado Doutor João José de Matos.

O médico sanitarista e deputado Lúdio Cabral elaborou projeções do contágio com base nas taxas de crescimento semanal, dos casos de Covid-19 em MT. Conforme Lúdio, a flexibilização das escolas, nesse momento, poderá comprometer de forma drástica o controle da doença. Parecer que recebeu apoio também das representantes da .

Os presidentes da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, e o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Eduardo Ferreira da Silva, defenderam a suspensão das atividades escolares, enquanto não for seguro para os estudantes, profissionais e familiares. E mais, a AMM quer o retorno simultâneo entre estado e municípios, já que segundo destacou o calendário de transporte, por exemplo, é compartilhado entre as duas redes, argumentou.

A representante da Secretaria de Estado de Educação, secretária adjunta de gestão educacional, Rosa Luzardo, destaco a importância da discussão coletiva, ressaltou a iniciativa da Seduc em buscar reduzir os impactos da suspensão das aulas, com atividades online. E reconheceu a insuficiência da medida como política de atendimento universal aos estudantes.

A ausência da secretária de Estado de Educação no debate foi observada, e ficou o alerta para a ausência da proposta, assumida para essa segunda, sobre o destino dos contratos temporários desassistidos pelo governo.

Com participação muito rápida do , representado pelo Promotor de Justiça, Miguel Slhessarenko, foi reafirmada a falta de condições da volta às aulas no mês de Maio. E que o retorno dependerá de informações sanitárias.

A reunião inaugural da comissão foi encerrada em consenso da inviabilidade do retorno as atividades. Novo debate foi marcado para a próxima segunda-feira (18.05). A ideia é que as reuniões acompanhem a situação da Covid-19 no estado e possa elaborar a retomada das aulas quando seguro.