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Aline Cristina de Oliveira estava no sétimo mês de gestação e não chegou a conhecer o caçula — ela também tinha uma jovem de 13 anos.

No dia 16 de abril, Aline foi ao Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte, para fazer uma ultrassonografia. Ela era hipertensa e, na ocasião, estava com pressão alta e tosse. Diante do quadro, os suspeitaram de -19 e decidiram interná-la.

A equipe do hospital decidiu fazer o parto no dia seguinte — mas Aline não chegou a conhecer Henri Matheus, pois o quadro dela se agravou.

Mãe de Aline, a técnica de laboratório Martha Cristina Bezerra de Oliveira reclama de falta de informações no Hospital Federal de Bonsucesso.

“Eles só me passavam que ela estava ‘em estado grave’. Eu perguntava da saturação, ‘não sei”; do pulmão, ‘não sei’; de remédios, ‘não sei’. Para mim, não foi o suficiente”, contou.

Martha disse que só conseguiu detalhes sobre a filha e o neto com um conhecido na equipe. “O hospital não me passava nada”, destacou.

A avó afirmou também que faltaram exames. “Ela tinha uma ressonância e um raio-X para fazer. Morreu sem fazer, porque era fim de semana e ninguém fez nada.”

Segundo Martha, Henri Matheus está bem. “Graças a Deus, o meu neto está sendo muito assistido, mas minha filha não foi”, pontuou.

A técnica de enfermagem diz que a filha era muito alegre e comunicativa. Sonhava ter uma casa própria e preparar uma festa de 15 anos para a filha mais velha.