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De origem chinesa, a rede social virou febre entre a criançada por agrupar vídeos curtos e, em geral, bem-humorados. Porém, a plataforma está virando palco de disseminação de brincadeiras perigosas e, por isso, causado preocupação nos pais.

Foi no aplicativo, por exemplo, que viralizou o polêmico “”, em que duas pessoas pulam e, quando a terceira tenta imitá-las, leva uma rasteira, muitas vezes batendo com a cabeça no chão. Agora, a nova onda na rede social é o “desafio do sal”, jogo em que são incentivadas a ingerir grandes quantidades do ingrediente.

Em um dos vídeos, é possível ver um menino virando um pote de sal na garganta e pedindo que outros usuários façam o mesmo. “Alguém pode tentar fazer isso”, diz a legenda. Na sequência, ele engasga e cospe.

Outro garoto, ao embarcar na brincadeira, se arrepende. “Desafio do sal. Isso é nojento”, descreve.

O desafio ameaça as crianças, visto que consumir sal em excesso está ligado a vários problemas de saúde, a curto e longo prazo. O aumento da pressão, que pode levar a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), é apenas um deles.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a quantidade máxima de sal ingerida por dia deve ser o equivalente a uma colher de chá.

Desafio da rasteira

Uma brincadeira que viralizou entre jovens em vídeos nas redes sociais nos últimos dias tem potencial para terminar de maneira trágica.

O desafio da rasteira ou desafio do quebra-crânio, consiste em derrubar uma pessoa enquanto ela pula.

A prática preocupa pais e , com razão, afirma a médica pediatra Loretta Campos, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.

“A brincadeira oferece muito perigo porque ficam duas pessoas de lado, falam para a pessoa pular e dão uma rasteira. Ou seja, a pessoa pegou impulso, tirou o equilíbrio do chão e cai com o peso do corpo dela totalmente no chão.”

Loretta acrescenta que a queda pode levar a fraturas das vértebras, inclusive com lesão cervical, e traumatismo craniano.

“Pode causar um desmaio, como até vimos em vídeos que circulam na , mas pode causar também um edema [inchaço] cerebral e até mesmo morte cerebral.”

Até mesmo uma superfície macia, como um tapete, oferece risco, segundo a especialista. “Se cair de mau jeito e lesionar a [coluna] pode ficar tetraplégico”, médica.

A pediatra ressalta a importância de os pais conversarem com os filhos e mostrarem os perigos desse tipo de desafio.

“Brincadeiras de cambalhota ou de queda no ar são bem perigosas. O jovem tem muito aquele comportamento de grupo, um vai incentivando o outro.

Como foi em rede social, as pessoas começam a replicar. Vira aquele comportamento que dissemina rapidamente, viraliza.”

https://youtu.be/pjJKZqmdAgs

Uma menina identificada como Emanuela Medeiros, de 16 anos morreu em Mossoró, no Oeste potiguar, depois de bater a cabeça no chão ao cair durante uma brincadeira na Escola Municipal Antônio Fagundes. O caso aconteceu em novembro do ano passado, mas veio à tona novamente nesta semana depois de uma brincadeiras de dar rasteira em escolas viralizarem.

No dia 08/11/2019, Emanuela Medeiros participava de uma brincadeira com outras duas pessoas que a seguraram e tentaram girá-la, como uma espécie de cambalhota. Durante o giro, ela caiu e bateu a cabeça no chão e sofreu traumatismo craniano. Ela foi socorrida pela direção do colégio, e levada ao Tarcisio Maia, onde foi internada, porem não resistiu e faleceu.

A adolescente era aluna do nono ano. José Altemar da Silva, diretor da escola, contou que não tinha conhecimento a respeito da brincadeira e lamentou a situação. “Infelizmente foi uma fatalidade que não tivemos como evitar”, disse.

Ele recomendou que os pais ficassem atentos com o que circula nas redes sociais.