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O laudo assinado pela psiquiatra Luana Peres Frick, da Perícia Oficial e Identificação Técnica () apontou que Lumar Costa da Silva tem transtorno afetivo bipolar e recomenda tratamento vitalício. O homem é acusado de matar e arrancar o coração da tia, Maria Zélia,55. O crime aconteceu no dia 2 de julho de 2019, em (420 km de Cuiabá).

O laudo foi recebido pela juíza da 1ª Vara Criminal de Sorriso no dia 22 de fevereiro e ainda não há decisão sobre encaminhamento do preso para unidade de tratamento psiquiátrico. O exame foi feito em 26 de novembro e se estendeu por pouco mais de duas horas.

O pai do rapaz também foi ouvido pela psiquiatra e disse que o filho teve uma e adolescência marcadas pela introspecção, mas nada preocupante.

Na sua vez de falar, Lumar contou que apanhava muito da mãe, principalmente no banho, quando ela batia a cabeça do filho contra a parede.

O réu contou que vivia eufórico quando se mudou para Sorriso para viver com a tia. Tinha insônia, caminhava e dançava por horas e não se cansava. Também relatou que poderia manter relações sexuais por até 5 horas sem qualquer esforço.

Mencionou que mudava de humor facilmente e se irritava também. Que sempre brigava com colegas de trabalho e por isso era demitido.

No dia do crime, Lumar estava sob efeito de drogas e tinha alucinações. Afirma que não sabia o que estava fazendo e não conseguia distinguir a realidade da fantasia.

Ele disse que ouvia vozes, que seriam do universo, que falavam que ele era especial e “escolhido por Deus”.

O caso

De acordo com a , o homicídio de Maria Zélia aconteceu no Bairro Vila Bela, em Sorriso.

Lumar havia chegado a Sorriso no dia 28 de junho para ficar na casa da tia com a desculpa de que queria trabalhar.

No entanto, um dia após a sua chegada, o homem se envolveu em uma confusão com os vizinhos da sua tia, tendo inclusive os ameaçado com um facão.

“Depois desse acontecimento, a tia pediu para que ele saísse de sua casa. O irmão da vítima achou uma quitinete e ele foi morar lá. No domingo [30], voltou na casa e dizia que queria beijar uma menina de 7 anos, porque ele gostava daquela menina”, contou o delegado André Ribeiro, que investigou o caso.

Lumar, então, foi mais uma vez expulso e voltou à casa da tia na noite do dia 2 de julho, quando cometeu o homicídio.

Segundo o delegado, antes de chegar em Sorriso, Lumar havia ameaçado matar a própria mãe, em São Paulo, usando um facão, e esse teria sido o real motivo dele ter saído da cidade.

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