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A mãe e o padrasto do menino Claudemir Ramos Quintino, de 10 anos, que está desaparecido há 50 dias, são considerados suspeitos, segundo o delegado Nilson Farias, que conduz as investigações do caso. Os celulares deles e do irmão do menino foram apreendidos e encaminhados para a perícia. O desaparecimento foi registrado em Nova Ubiratã (506 km de Cuiabá).

Ainda segundo o delegado, a recebeu a informação de que o menino estaria abrigado em um assentamento rural, e Feliz Natal, a 200 km de Nova Ubiratã. O denunciante disse que escutou um homem dizer que estaria com Claudemir.

Entretanto, os policiais estiveram no local e não localizaram o menino. Moradores da comunidade foram interrogados, mas ninguém soube dar informações sobre o paradeiro de Claudemir.

A polícia já fez buscas com cães farejadores e com helicóptero, mas nenhuma pista foi encontrada.

Suspeita da família

Uma das testemunhas teria dito à polícia que o menino pode ter fugido de casa e desaparecido porque sofria abusos sexuais.

“A testemunha relatou dia do desaparecimento, teria escutado o garoto dizer ‘um dia serei homem'”, disse o delegado.

De acordo com as investigações, a mãe demorou muito tempo para comunicar o desaparecimento de Claudemir.

Segundo delegado Nilson, o boletim de ocorrência só foi registrado cerca de 4 dias após a última vez que o menino foi visto.

Entretanto, após o desaparecimento, a mãe fez a matrícula do garoto na escola, sendo anterior, ele não frequentou nenhuma unidade escolar.

Diante desses fatos, os celulares da mãe, do padrasto e do irmão de Claudemir foram apreendidos e foram encaminhados para perícia.

Ainda de acordo com o delegado, ninguém foi preso ainda porque nenhum crime foi comprovado até o momento.

No entanto, caso as suspeitas sejam confirmadas, a prisão preventiva pode ser decretada.