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Uma adolescente identificada como Carolina B., de 17 anos, publicou um vídeo nas redes sociais expondo uma situação de assédio sexual que passou durante viagem por meio de aplicativo da em Porto Alegre.

Claramente desconfortável, a garota tenta desconversar em meio às insinuações sexuais feitas pelo motorista. No primeiro vídeo postado, Carolina questiona “você não vê problema a idade? eu sou menor de idade”, mas nem isso impediu que o assédio continuasse.

“Não é problema igual. Seria um problema se tu tivesse 13 anos. Eu acho que tu não tem 13 anos. Aí seria uma menor incapaz. De 14 anos para cima tu já é responsável”, disse o motorista.

Em dado momento ele fala “eu não arrego contigo se você não tivesse namorado” e, após a jovem dizer “você tem idade para ser meu pai”, Carlos diz que “eu faria coisas que seu pai não faria, pode ter certeza”.

Veja o vídeo:

Na tarde desta terça, o motorista prestou depoimento na Delegacia da Mulher. Na saída, André Lopes Machado falou com jornalistas. Ele disse que não “agrediu” a passageira.

“Ela, em momento algum, se mostrou irritada, desesperada. Pediu pra descer não. O tempo todo rindo, brincando, conversa chegando. Ela perguntou minha idade, eu disse ’43’, daí ela disse ‘mas tu tem idade para ser meu pai'”, afirmou ele.

“Eu ainda disse para ela no vídeo, vocês também podem confirmar isso, ‘mas eu faria coisas que teu pai não faz’.”

Na entrevista, o motorista também afirmou que a adolescente “estava com um short do ‘tipo Anitta’, uma miniblusa, com as pernas abertas no banco, me chamando atenção”.

Nesta terça, a cantora usou as redes sociais para comentar o caso e criticar o motorista.

“Quanto à menina estar usando um short ‘tipo Anitta’, pra mim significa que ela é independente, não tem medo de ser quem ela quer e, acima de tudo, bem inteligente pra denunciar e expor um assediador para que outras meninas não passem pelo mesmo que ela”, escreveu Anitta.

Já o motorista disse ter sido “ingênuo em dar sequência à conversa que não me dizia respeito”.

“Eu fui muito errado em aceitar a corrida sem perguntar a idade dela, porque as diretrizes da é não dar viagens para menores sozinhos, desacompanhados.”

Veja o vídeo:

repudia assédio à passageira e bane motorista

Veja, abaixo, a nota:

A considera inaceitável e repudia qualquer ato de violência contra mulheres. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza às autoridades competentes. A conta do motorista parceiro foi banida assim que a denúncia foi feita.

A empresa defende que as têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. Todas as viagens com a plataforma são registradas por GPS. Isso permite que em caso de incidentes nossa equipe especializada possa dar o suporte necessário, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos e qual o trajeto realizado.

Como parte do processo de cadastramento para utilizar o aplicativo da Uber, todos os motoristas passam por uma checagem de antecedentes criminais realizada por empresa especializada que, a partir dos documentos fornecidos pelo próprio motorista e com consentimento deste, consulta informações de diversos bancos de dados oficiais e públicos de todo o País em busca de apontamentos criminais, na forma da lei.  A também realiza rechecagens periódicas dos motoristas já aprovados pelo menos uma vez a cada 12 meses.

Desde 2018 a tem um compromisso público para enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, materializado no investimento em projetos elaborados em parceria com entidades que são referência no assunto, que inclui campanhas contra o assédio e podcast para motoristas parceiros sobre violência contra a mulher, entre outras ações. Em novembro, a Uber anunciou um investimento de R$ 5 milhões para continuidade desse compromisso ao longo dos próximos anos.

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