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O diretor da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), de Cuiabá (MT), Michel Diniz, acabou preso nesta quinta-feira (20) pela Polícia Militar (PM) após agredir uma equipe da TV Cidade Verde. O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) já determinou a exoneração do diretor.

A equipe de reportagem produzia uma matéria no pátio da Secretaria nesta manhã, sobre um veículo da Semob que foi apreendido na última quarta-feira (19) por documentos atrasados. Michel Diniz não teria gostado da equipe no local e foi para cima dos jornalistas.

O cinegrafista Odilson Zardo terminou sangrando e o repórter Ricardo Martins recebeu uma chave de pescoço de Diniz.

Com a chegada da PM ao local, a equipe, ainda conseguiu registrar o momento da prisão e passar as informações do ocorrido à emissora

Além da exoneração, o prefeito de Cuiabá determinou a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o servidor público.

“Com relação ao episódio registrado na manhã de hoje(20), na Secretaria de Mobilidade Urbana, informamos que o prefeito determinou a exoneração do então diretor de Trânsito da pasta”, se manifestou a Semob.

Diniz será ouvido na Central de Flagrantes pelo delegado Marcelo Jardim e poderá ser indiciado por constrangimento ilegal e dano.

Veja os vídeos abaixo:

A TV Cidade Verde se manifestou sobre o ocorrido, por meio de nota. Veja a íntegra:

NOTA DE REPÚDIO
 
A TV Cidade Verde manifesta seu veemente repúdio à agressão sofrida na manhã desta quinta-feira (20) pelo repórter Ricardo Martins e pelo cinegrafista Odilson Zardo, que estavam no exercício da profissão, apurando uma denúncia sobre um da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) que circula pela Capital durante a realização de fiscalizações e aplicação de multas, estando supostamente em situação irregular.
 
Ao chegar à Semob para apurar a denúncia, a equipe da TV Cidade Verde foi agredida pelo diretor de Trânsito da Secretaria, Michel Diniz, que quebrou a câmera e machucou o Odilson Zardo. O profissional tinha marcas de sangue em virtude da agressão. O diretor ainda tentou dar uma “chave de braço” e enforcar o repórter Ricardo Martins. A equipe registrou um boletim de ocorrência.
 
O episódio mostra uma situação grave de desconhecimento do papel da imprensa e uma afronta ao direito de liberdade de expressão. É importante destacar que um país democrático precisa de uma imprensa livre que possa efetivamente comunicar à população sobre o que está acontecendo nas diversas esferas dos poderes, sempre com apuração e responsabilidade.
 
É muito grave, triste e lamentável esse episódio de violência contra a equipe de reportagem da TV Cidade Verde. Jornalistas no exercício da profissão não podem ser cerceados e, muito menos, agredidos durante a produção de uma reportagem de interesse público.

NOTA DE REPÚDIO DA ASSOCIAÇÃO CINEGRAFISTA DE MT

A Associação Cinegrafista de MT, vem a público repudiar com veemência os atos de agressão e cerceamento ao livre exercício profissional dos jornalistas Ricardo Martins, repórter, e Odilson Figueiredo (ZARDO), cinegrafista, da TV Cidade Verde, quando ambos os representantes da imprensa realizavam seu trabalho de cobertura de uma matéria jornalística em frente a (SEMOB), na cidade de Cuiabá e foram agredidos quando ambos os representantes da imprensa realizavam seu trabalho de cobertura Jornalística.

Os atos de agressão foram expressamente direcionados não apenas aos profissionais diretamente atingidos, mas, sim, a todo o jornalismo brasileiro. Constatou-se a total falta de tolerância ao trabalho da imprensa, que tem como missão informar a sociedade brasileira. Essa intolerância comprometeu o caráter da própria instigação realizadas pelos profissionais da imprensa.

A prerrogativa do jornalista é sagrada, independe da de cada um dos profissionais envolvidos no relato dos fatos ou da forma como a notícia é registrada, pois o compromisso inarredável é com o fato.

Portanto, devido é sempre o respeito à prerrogativa profissional dos que exercem o jornalismo, como condição de compromisso com a liberdade de expressão e de imprensa. A falta de respeito e a repressão arbitrária da informação e da comunicação social, atentam contra a sociedade, a Pátria e o Estado Democrático de Direito.

Deplorável foi, é e será, qualquer ação de indivíduo, grupo de pessoas ou organizações, que aviltar a sociedade intentando destruir o exercício do direito de informar, transmitir e opinar, com ética, dignidade e profissionalismo.

A CMT permanece à disposição dos jornalistas agredidos, para apoiá-los no que for necessário, inclusive com departamento jurídico, reiterando seu histórico compromisso – firmado há mais de oitenta e seis anos, no dia 1º de maio de 1933, na defesa incondicional da liberdade de imprensa.

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