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Um menino de 11 anos teve de receber atendimento médico após ser vítima do “desafio da rasteira”, em Jandira, na região metropolitana de São Paulo. O garoto foi socorrido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levada a uma UPA (Unidade Pronto Atendimento), onde foi atendido.

Em entrevista, o garoto afirmou desconhecer a “brincadeira” e que depois do episódio ainda sente dores nas costas quando caminha, apesar de que, segundo laudo médico, foi constatado traumatismo craniano e fraturas nas costas. O garoto recebeu alta médica e se recupera na casa da tia.

Veja a entrevista:

O ou desafio do quebra-crânio, consiste em derrubar uma pessoa enquanto ela pula.

A prática preocupa pais e professores, com razão, afirma a médica pediatra Loretta Campos, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.

“A brincadeira oferece muito perigo porque ficam duas pessoas de lado, falam para a pessoa pular e dão uma rasteira. Ou seja, a pessoa pegou impulso, tirou o equilíbrio do chão e cai com o peso do corpo dela totalmente no chão.”
Loretta acrescenta que a queda pode levar a fraturas das vértebras, inclusive com lesão cervical, e traumatismo craniano.

“Pode causar um desmaio, como até vimos em vídeos que circulam na internet, mas pode causar também um edema [inchaço] cerebral e até mesmo morte cerebral.”

Até mesmo uma superfície macia, como um tapete, oferece risco, segundo a especialista. “Se cair de mau jeito e lesionar a [coluna] pode ficar tetraplégico”, médica.

A pediatra ressalta a importância de os pais conversarem com os filhos e mostrarem os perigos desse tipo de desafio.

“Brincadeiras de cambalhota ou de queda no ar são bem perigosas. O jovem tem muito aquele comportamento de grupo, um vai incentivando o outro.

https://youtu.be/pjJKZqmdAgs

Uma menina identificada como Emanuela Medeiros, de 16 anos morreu em Mossoró, no Oeste potiguar, depois de bater a cabeça no chão ao cair durante uma brincadeira na Municipal Antônio Fagundes. O caso aconteceu em novembro do ano passado, mas veio à tona novamente nesta semana depois de uma brincadeiras de dar rasteira em escolas viralizarem.

No dia 08/11/2019, Emanuela Medeiros participava de uma brincadeira com outras duas pessoas que a seguraram e tentaram girá-la, como uma espécie de cambalhota. Durante o giro, ela caiu e bateu a cabeça no chão e sofreu traumatismo craniano. Ela foi socorrida pela direção do colégio, e levada ao Tarcisio Maia, onde foi internada, porem não resistiu e faleceu.

A adolescente era aluna do nono ano. José Altemar da Silva, diretor da escola, contou que não tinha conhecimento a respeito da brincadeira e lamentou a situação. “Infelizmente foi uma fatalidade que não tivemos como evitar”, disse.

Ele recomendou que os pais ficassem atentos com o que circula nas redes sociais.