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Uma evangélica foi condenada à reclusão por furto do dízimo da Igreja Pentecostal Deus é Amor, na Vila Alta em da Serra (240 km de Cuiabá).

A juíza Anna Paula Gomes de Freitas, da 2ª Vara Criminal de da Serra, condenou a ex-tesoureira ‘M.A.D.S.C’, a pena de 11 meses de reclusão, substituída pelo pagamento de três salários mínimos (R$3,1 mil) e a prestação de serviços comunitários por 11 meses. Mas a condenada, poderá recorrer da decisão em liberdade. A decisão foi publicada na última quarta-feira (22).

A fiel trabalhou como tesoureira voluntária do templo e conforme consta nos autos, o cofre foi saqueado no período de 25 de fevereiro de 2010 até 18 de fevereiro de 2013, na quantia aproximada de R$14mil.

Ainda segundo o processo, Maria tinha a função de recolher o dízimo dos fiéis e no ato do recebimento deveria lançar o valor no Cartão de Dízimo de cada fiel, bem como no Livro dos Dízimos pertencente a “Deus é Amor”.  O recolhido deveria estar no cofre da igreja (também chamado de gazofilácio), mas era saqueado pela tesoureira. A desconfiança surgiu quando uma das fiéis, idosa, doou R$500,00 e o dinheiro não foi encontrado no caixa. O cofre só pode ser aberto por seis conselheiras, que sabem parte da senha e tem as chaves do local, e onde nem mesmo o pastor tinha acesso.

A desconfiança levou a uma auditoria, e foram apuradas inconsistências nos pagamentos dos dízimos, e também, relatos de outras doações que não entraram nos registros ou foram encontrados no cofre-forte. Segundo consta, a ex-tesoureira impedia que os fiéis depositassem o diretamente no cofre e os mandava deixarem as ofertas na sua mesa, e quando o dinheiro estava acondicionado em envelopes ela os abria e desviava.

A Igreja Pentecostal Deus é Amor levou o caso à Justiça em agosto de 2014. O caso caminhava para absolvição por falta de provas, pedida pela defesa da ex-tesoureira, ou ainda ao arquivamento por prescrição, pedido pelo Ministério Público. Porém, a “Deus é Amor” entrou com recurso para prosseguimento da ação penal. A juíza concordou com os argumentos feitos pela “Deus é Amor”, e parcialmente com o Ministério Público para suavizar a pena.