O advogado do vigilante Bruno de Lima Pereira, de 27 anos, acusado de matar a porteira Renecléia Aparecida Bispo, de 41 anos, alega à Justiça que ele sofre de problemas mentais. A defesa tenta provar que o acusado cometeu o crime por apresentar distúrbios psiquiátricos.

Na última terça-feira (14) Bruno passou por audiência de instrução, em Rondonópolis (215 km de Cuiabá). Ele deve ir a júri popular. Testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas, mas o réu não foi interrogado. A audiência durou cerca de duas horas.

Segundo o advogado, Bruno tem um histórico de problemas psiquiátricos desde 2013, quando sofreu um acidente de moto e tentava se tratar. Agora, a defesa deve indicar o endereço de algumas testemunhas faltantes e que tem cinco dias de prazo. E, então, o juiz deve marcar uma nova data.

“A defesa acredita que à época dos fatos ele estava com algum tipo de distúrbio psiquiátrico. A partir de uma ação de incidente de sanidade mental é que vamos tentar provar que ele não gozava de perfeitas faculdades à época”, contou o advogado.

O caso

Uma ‘discussão’ no ambiente de trabalho teria sido o estopim para que o vigilante Bruno de Lima Pereira, assassinasse a funcionária Renecléia Aparecida Bispo, de 41 anos, em um condomínio de luxo em Rondonópolis (215 km de Cuiabá).

De acordo com uma testemunha, o suspeito chegou para trabalhar bem estranho e teria se desentendido com a vítima.

“Ele chegou bem sério para trabalhar, não cumprimentou ninguém e foi direto pra portaria. Ele se aproximou da Renicléia, e perguntou se ela tinha alguma coisa contra ele, ela chegou a responder que não, ele voltou a repetir a pergunta pra ela e, ela continuou respondendo que não, foi quando eu ouvi o primeiro tiro”, contou uma testemunha.

A testemunha ainda disse que estava ao lado da vítima, dentro da portaria, quando aconteceu o crime.

“Eu estava atendendo um morador quando eu ouvi o tiro, eu consegui sair correndo e, em seguida ouvi mais cinco disparos. Depois ele saiu, pegou a moto e fugiu”, afirmou trabalhador.

A vítima chegou a ser socorrida com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu a caminho do hospital.

Após os disparos, Bruno em posse da arma, montou em uma motocicleta e fugiu em direção à Vila Paulista.

Perseguido por um veículo, segundo populares, ele foi atingido, caiu ao solo e fugiu a pé, se escondendo dentro de uma propriedade rural.

Comportamento estranho

Ainda conforme a testemunha, Bruno Lima vinha apresentado um comportamento estranho e até mesmo agressivo diante dos outros trabalhadores do condomínio.

“Tem pouco tempo que trabalho ali, mas já deu para perceber que ele (Bruno) não é normal. Já me contaram que ele já apontou a arma pelo menos três vezes, para outros porteiros lá e já quebrou um copo de vidro na própria mão”, afirmou.

A prisão

O vigilante foi preso na madrugada do dia 26 de agosto, do ano passado, pela Polícia Militar de Rondonópolis.

Conforme as informações da Polícia Militar, as equipes continuaram nas buscas pelo suspeito desde o cometimento do crime. Durante a madrugada, os PMs viram o homem andando a pé, no Centro da cidade, indo em direção ao bairro Jardim Amizade, onde mora sua mãe.

Bruno foi abordado e os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. O vigilante estava com escoriações na perna esquerda, devido a queda no acidente de motocicleta que ocorreu durante sua fuga e também com diversas picadas de inseto pelo corpo.

Bruno confessou durante a gravação de um vídeo que atirou e matou a colega de trabalho Renecléia Aparecida.

Durante a gravação, Bruno disse que a vítima faltou com respeito e desacreditou nele. “Se fosse para escolher, eu escolheria não fazer isso”, disse o acusado.

Veja o vídeo:

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