O padre J.A.S. prestou depoimento nesta sexta (6) na delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Rondonópolis (215 km de Cuiabá). Do local, o padre saiu com uma certidão assinada pela escrivã Alcione Mendonça Alves e Alves, que afirma que ele não é investigado pela especializada e que prestou esclarecimento como testemunha do caso.

J.A.S. foi mencionado no boletim de ocorrência, registrado por um menor, acompanhado pela tia. O adolescente, hoje com 17 anos relata que, quando tinha 15 anos, o padre T.S.B. enviou o contato dele para o padre J.A.S. e que ele se encontrou com o mesmo na frente do salão paroquial da igreja São José Operário.

A vítima não conta, no BO, qual foi o teor da conversa com J.A.S.. Não fica clara também qual foi à conduta dele. O boletim de ocorrência foi registrado em novembro. Nele o menor alega que manteve uma relação amorosa dos 13 anos aos 17 anos com T.S.B.

Uma nota, divulgada pelo advogado Rafael Santos de Oliveira (que representa J.A.S.), diz que, como já era esperado, o padre somente prestou depoimento na qualidade de testemunha. E destaca que confia no trabalho da Polícia Civil com relação a apuração do vazamento de informações à imprensa.

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Fiéis sairam em defesa dele em carta. Nela, relatam que o padre teve o seu mistério marcado pela missão de evangelização com jovens e que sempre demonstrou muita responsabilidade e seriedade em seu trabalho. Os dois párocos foram afastados de forma preliminar, no dia 19 de novembro, pela igreja que diz apurar a situação internamente.