Uma mulher identificada como Lisa Snyder, de 36 anos, foi presa na última segunda-feira (2) acusada de matar dois de seus filhos, de 4 e 8 anos, que haviam sido achados enforcados no porão da família em setembro, informou o jornal americano “The New York Times”.

A acusada disse à polícia que o filho, de 8 anos, sofria bullying na escola e tinha tendências suicidas, informou o jornal.

A investigação, entretanto, concluiu que não havia provas de bullying. As autoridades também constataram que o menino tinha uma deficiência física que tornava quase impossível para ele se enforcar, segundo a promotoria.

Snyder, que também recebeu duas acusações de colocar o bem-estar de crianças em risco e uma de manipular provas, mantém a versão de que as crianças morreram por suicídio. Ela está presa sem possibilidade de fiança, de acordo com o jornal.

As crianças chegaram a ser reanimadas, mas foram declaradas mortas três dias depois. Snyder disse à polícia que havia encomendado o cabo, de cerca de 113 kg, para servir de coleira para seu cachorro. Segundo sua versão, ela buscou o cabo na loja e, horas depois, encontrou as crianças penduradas.

Durante a investigação, Snyder disse à polícia que Conner sofria bullying na escola e havia dito, repetidamente, que queria morrer. Segundo a mulher, na semana anterior ao crime, o menino teria dito a ela que “eu já teria me matado, mas tenho medo de ir sozinho”.

No entanto, imagens de vídeo do ônibus escolar que o menino pegou no dia 23 de setembro mostraram uma “criança feliz” sem sinais de angústia, de acordo com a promotoria.

Os investigadores não encontraram evidências de bullying depois de conversar com outro filho de Snyder, de 17 anos, que também morava na casa. Eles também entrevistaram outros membros da família, funcionários da escola e colegas de classe das crianças.

Uma terapeuta ocupacional que trabalhou com Conner na escola disse aos investigadores que ele tinha dificuldade de coordenar os olhos e as mãos e de juntar o dedo e o polegar. Ela relatou que ele teria tido “extrema dificuldade em mexer no fecho” da coleira do cão, segundo a polícia. Conner também tinha problemas para amarrar os próprios sapatos, afirmaram os promotores.