O corpo do menino Davi Gustavo Marques de Souza, de 3 anos, morto com sinais de espancamento em Nova Marilândia (392 km de Cuiabá), estava cheio de hematomas e sinais de maus-tratos, conforme informações da Polícia Civil. A mãe dele e a madrasta foram presas suspeitas do crime e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o outro filho da suspeita.

De acordo com as informações, a equipe médica foi quem suspeitou da morte por espancamento. Davi tinha várias lesões pelo corpo. Quando o óbito foi decretado e as investigações iniciaram, familiares de Davi foram até a delegacia testemunhar sobre as agressões sofridas pelo menino.

O pai dele, que também esteve na unidade, mostrou fotos dos sinais encontrados no corpo do filho. Inclusive, chegou a levar a criança para Cuiabá quando ele quebrou o fêmur em várias partes.

A justificativa das mulheres foi de que ele caiu jogando futebol. No entanto, a equipe médica descartou queda. Dias depois o pai tomou conhecimento de que o filho havia sido prensado no portão eletrônico da casa pela própria madrasta.

A Polícia Civil registrou que o pai sabia dos episódios de violência e nada fez. O homem pode ser investigado por omissão. Outro filho da suspeita, uma criança de colo que é irmã de Davi, foi entregue para uma testemunha, que é da família.

Ela também tinha sinais de maus tratos e sem nenhum cuidado higiênico, precisando tomar banho no quartel da Polícia Militar. Além dessa criança, que não teve a idade informada, havia outra criança, uma menina que é irmã de criação da madrasta de Davi.

Para a polícia, o fato demonstrou descuido dos menores e até mesmo omissão. Por isso, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

Luana Marques Fernandes, 25 anos, e sua companheira Fabíola Pinheiro Bracelar, de 22 anos, que são mãe e madrasta do garoto de 3 anos, foram transferidas para penitenciária feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, na última sexta-feira (29). No mesmo dia já foram agredidas por outras presas e precisaram de atendimento médico.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), elas estão na ala destinada a reeducandas que cometeram crimes semelhantes, porém duas delas estavam mais alteradas e começaram a agredi-las.

Durante a agressão, a equipe de agentes penitenciárias de plantão interveio.

Luana e Fabíola foram encaminhadas para atendimento médico, exame de corpo delito e em seguida foram registrar a ocorrência por crime de lesão corporal.

A Sesp informou ainda que a direção da unidade prisional já separou as duas presidiárias que agrediram o casal das outras detenta

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