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Uma menina de 10 anos morreu após contrair uma ameba conhecida como “comedora de cérebro humano” enquanto nadava em um rio, no Texas, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada na segunda-feira (16) pela escola onde ela estudava, a Valley Mills, em sua página do Facebook. “Estamos profundamente entristecidos”.

Lily Mae Avant contraiu o protozoário Naegleria fowleri, que pode ser encontrado em água doce e morna, como lagos, rios, nascentes e piscinas aquecidas sem tratamento adequado. A ameba entra no organismo quando uma pessoa mergulha em local contaminado por ela e inala água pelo nariz. Ela atinge o sistema nervoso central e provoca infecção no cérebro. Só causa infecção se inalada pelo nariz. Há registro desse tipo de ameba no Brasil.

A ameba Naegleria fowleri entra pelo nariz e se instala no cérebro – : Wikimedia commons

A Naegleria fowleri causa meningoencefalite amebiana primária (MAP), doença aguda que leva à morte. Os sintomas se parecem com a meningite: febre, , vômitos, intolerância à luz e ao barulho.

Lily começou a sentir sintomas, como dor de cabeça e febre, dois dias após nadar no rio. Em seguida, começou a agir de forma estranha e a se tornar incoerente, segundo o jornal britânico The Independent.

No hospital, os médicos confirmaram que ela tinha contraído a Naegleria fowleri. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), do governo dos Estados Unidos, 34 infecções foram relatadas naquele país nos últimos 10 anos, de 2009 a 2018, o que demonstra que se trata de um fenômeno raro. Mais da metade dos casos registrados no ocorreram no Sul dos Estados Unidos.

A ameba resiste a altas temperaturas, suportando águas de até 45ºC. Para prevenir risco de contágio, recomenda-se não nadar em locais com água morna e parada e, caso entre na água, proteja o nariz.

Sintomas parecidos com meningite

Muitas vezes o problema não é diagnosticado rapidamente por ser pouco comum, mas além disso, a condição tende a ser confundida com meningite, devido aos sintomas parecidos. “É um quadro clínico bem semelhante. A pessoa fica com intolerância ao barulho e luz, dor de cabeça, enjoo, hemorragia e inchaço no cérebro”, disse o infectologista

Ainda de acordo com o especialista, existem poucos casos na literatura médica, o que dificulta precisão no diagnóstico e chances de cura. “Em 95% dos casos as pessoas contaminadas morreram”, explica.

Mais da metade dos casos que ocorreram nos EUA aconteceram no Texas e na Flórida, onde os organismos microscópicos crescem na água morna das lagoas. No Brasil, ainda não há registros desse tipo de contaminação.

Prevenção

Segundo Weissemann, não há métodos eficazes de prevenir a condição. O infectologista ressalta que a forma mais comum de evitá-la, mas mesmo assim, sem garantia de prevenção, é não entrar em rios de temperatura quentes ou mornas e preservar o nariz, que é a principal porta de entrada da ameba.

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