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A Justiça recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra Lumar Costa da Silva, de 28 anos, acusado de matar a tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, no dia 2 de julho, em Sorriso (400 km de Cuiabá). A denúncia foi aceita no dia 1º de agosto, mas a decisão que torna Lumar réu no processo só foi publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (8).

Lumar Costa da Silva foi denunciado em manifestação do Ministério Público (MPE) por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, bem como por roubo e furto.

A decisão que recebeu processo negou pedido de instauração de incidente de insanidade mental e internação provisória. A magistrada considerou que, na da audiência de custódia, Lumar demonstrou lucidez e narrativa concisa.

A 2ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca de   arrolou como testemunhas 14 pessoas, incluindo policiais civis e militares.

De acordo com a investigação, Lumar matou a tia em 2 de julho, por volta das 20h50, no bairro Bela Vista, em Sorriso, agindo com manifesto animus necandi (intento de matar), por motivo fútil, com emprego de meio cruel, utilizando de recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões de condição do sexo feminino, com uso de armas brancas (duas facas).

Na sequência, o acusado furtou R$ 800 da vítima, roubou o carro da prima, adentrou na subestação de , arremessou o veículo contra um transformador e tentou atear fogo no local, quando foi preso por policiais militares.

O denunciado veio de São Paulo para o município de Sorriso a procura de oportunidades e emprego, e se instalou na residência da tia, a vítima Maria Zelia da Silva Cosmos, que aceitou abrigá-lo até que ele se estabilizasse.

Conforme consta dos autos, o comportamento do denunciado mostrou-se inadequado logo nos primeiros dias de convivência, vindo a causar certo desconforto à vítima, até que foi convidado a se retirar e procurar um outro lugar para morar.

No dia do crime, Lumar, que já havia se mudado, foi até a residência da tia com o intuito de matá-la. Chegando no local, encontrou a vítima sentada na área e a chamou para conversar dentro da casa. Em seguida, desferiu-lhe diversos golpes de faca. Com a vítima caída ao solo e viva, continuou a golpeá-la. Depois “pegou uma outra faca com maior poder cortante e dilacerou o peito da vítima, retirando-lhe o coração”. O denunciado então se deslocou para a casa da prima, onde contou o que havia acabado de fazer.

O caso

De acordo com a Polícia Militar, o homicídio de Maria Zélia aconteceu no Bairro Vila Bela, em Sorriso.

Lumar havia chegado a Sorriso no dia 28 de junho para ficar na casa da tia com a desculpa de que queria trabalhar.

No entanto, um dia após a sua chegada, o homem se envolveu em uma confusão com os vizinhos da sua tia, tendo inclusive os ameaçado com um facão.

“Depois desse acontecimento, a tia pediu para que ele saísse de sua casa. O irmão da vítima achou uma quitinete e ele foi morar lá. No domingo [30], voltou na casa e dizia que queria beijar uma menina de 7 anos, porque ele gostava daquela menina”, contou o delegado André Ribeiro, que investigou o caso.

Lumar, então, foi mais uma vez expulso e voltou à casa da tia na noite do dia 2 de julho, quando cometeu o homicídio.

Segundo o delegado, antes de chegar em Sorriso, Lumar havia ameaçado matar a própria mãe, em São Paulo, usando um facão, e esse teria sido o real motivo dele ter saído da cidade.

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