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O garoto Daniel Augusto Silva, de três anos, não usava capacete no momento em que a motocicleta em que ele estava foi atingida pelo veículo conduzido por Lidiane Campos, esposa do ex-deputado federal e ex- Adilton Sachetti (PRB). A informação foi repassada pelo advogado Wilson Lopes, que está cuidando da defesa da mulher. Por enquanto, a não detalhou esta situação e não há informação oficial sobre o uso ou não do equipamento.

Lidiane conduzia uma caminhonete Hilux, na noite de domingo (11). Ela colidiu, no cruzamento entre a rua XV de Novembro e a avenida Tiradentes (em Rondonópolis), com a motocicleta na qual estava o pequeno Daniel, o pai do garoto, Marcos Souza da Costa, 30, e a madrasta da criança.

O advogado de Lidiane, revela que o garoto estava sem capacete quando foi atingido pela caminhonete, fato que teria agravado as consequências da colisão. “Foi uma batida pequena, mas a criança estava sem capacete e foi arremessada em direção a uma mureta de segurança que estava na esquina”, pondera. Segundo o Código de Trânsito, crianças somente a partir de 7 anos podem ser transportadas em motos.

Segundo ele, Lidiane, pelas circunstâncias, estaria em baixa velocidade. “Não havia marca de frenagem na rua, talvez pela baixa velocidade. A lataria do carro foi pouco afetada e o airbag do carro não foi acionado”, conta. Depois, completa: “a madrasta dele, por exemplo, teve ferimento na perna. O pai dele levantou a própria moto, depois do acidente, e aí viu a situação da criança”.

Wilson afirma que foi acionado por Sachetti e foi até o o local do acidente pouco após a colisão, para prestar o apoio necessário à família.

“Quando lá cheguei, a polícia havia cercado o local e a perícia também já se encontrava. As vítimas haviam sido socorridas, uma havia sido encaminhada para o Hospital Regional e outra para o Pronto Atendimento. Passado alguns minutos no acompanhamento da perícia no local e em contato com algumas pessoas foi comunicado que teria ocorrido o óbito da criança. Diante disso,  conversando com os policiais eles me apresentaram a irmã da pessoa que pilotava a motocicleta e eu disponibilizei meu nome, meu telefone e após isso fui até o local onde o veículo estava estacionado”.

Ele detalha ainda que “o que pode se dizer,  de início,  foi que a Lidiane conduzia seu veículo  pela Tiradentes, sentido Vila, e após chegar justamente no único ponto naquela região que tem a sinalização de pare, visto que a Tiradentes nos demais pontos é sentido prioritário, ela reduziu a marcha para fazer a conversão à direita e quando ela fez a conversão a direita surgiu, repentinamente a moto, a qual  se colidiu e o veiculo”, explicou.

Pontuou ainda que a influencer estava completamente desorientada por ter sido o primeiro evento dessa natureza e  descontrolou-se emocionalmente “e não conseguiu frear o veiculo de tal forma que o veículo percorreu ainda alguns metros na mesma direção que ela vinha, ou seja, ela não fez a conversão desejada e diante disso quando ela percebeu que estava um pouco mais adiante, viu que algumas pessoas estavam vindo em sua direção, ela se assustou e adentrou na primeira rua à direita, que seria a contramão, e quando ela percebeu isso lá na frente e as pessoas vinham na sua direção, ela fez outra convenção e seguiu novamente pela contramão com medo de ser agredida”.

Lidiane Campos deve se apresentar na Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran). “Ficou a critério da autoridade policial. Assim que fosse necessário fazer sua apresentação, ele a chamaria. Por isso ela está reunindo todos os elementos. Surgiram muitos comentários sem fundamentos, ela está averiguando para pode fazer declarações”, acrescentou o advogado.

Conforme a delegada que coordena as investigações, Ludmila Zorzetti Vendramel, o próximo passo será ouvir o pai da criança e outras duas testemunhas do acidente, para posteriormente ouvir a condutora da caminhonete.

“A princípio, baseando nas informações narradas no boletim de ocorrência, a motorista da Hilux poderá ser indiciada pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor com aumento de pena pela omissão de socorro”, disse a delegada da Delegacia de Trânsito (Deletran).

Sedada

Wilson ressalta ainda que, após o acidente, Lidiane teve que ser levada para um hospital onde foi sedada. Por ter deixado o local do acidente, ela não passou por exame do bafômetro. O advogado, porém, diz que a mulher não estava embriagada.