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O empresário Walter Faria, dono do , se entregou à Polícia Federal no começo da tarde da última segunda-feira (5/8). Alvo da 62ª Fase da Lava-Jato, deflagrada semana passada, ele se apresentou em Curitiba.

Walter era considerado foragido desde o dia 31 de julho, quando teve um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal. O empresário é acusado de envolvimento em um esquema pagamento de propina por meio de doações eleitorais. As investigações apontam envolvimento dele em operações de lavagem de dinheiro feitas pelo Grupo Petrópolis, da marca de cerveja Itaipava.

As diligências apontam que o Grupo Petrópolis auxiliou a no esquema de corrupção, trocando reais por dólares no exterior.

Investigações

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as irregularidades são investigadas desde 2016, quando uma planilha com nomes de políticos e referência à cerveja Itaipava foi achada na casa do executivo da construtora Odebrecht Benedicto Junior.

Contudo, após a quebra do sigilo bancário dos investigados, notou-se que contas ligadas a Faria no exterior continuaram sendo movimentadas em 2018 e 2019, conforme a investigação.

O MPF informou que as investigações apontam que Walter Faria e outros executivos do Grupo Petrópolis atuaram na lavagem de cerca de R$ 329 milhões de reais em contas fora do .

A força-tarefa aponta ainda que o presidente do Grupo Petrópolis usou o programa de repatriação de recursos de 2017 para trazer ao Brasil, de forma ilegal, cerca de R$ 1,4 bilhão que foram obtidos de forma ilícita.

Em depoimento de delação premiada, o presidente do Grupo Petrópolis já tinha relatado o esquema à polícia em setembro de 2017.

Em Mato Grosso

O Grupo Petrópolis possui uma fábrica de bebidas em , que é a quinta maior do grupo no país, e suspeita-se que tenha pagado propina disfarçadas de doação eleitoral para pelo menos dois ex-governadores e vários outros políticos poderosos do estado em troca da criação e manutenção de incentivos fiscais. Estima-se que o Estado deixou de arrecadar cerca de R$ 800 milhões em impostos com essas isenções.

De acordo com as investigações, o Grupo Petrópolis teria repassado ao menos R$ 3 milhões para a eleitoral do ex-governador Pedro Taques (PSDB) e pagado cerca de R$ 2,5 milhões de dívidas de campanha do também ex-governador Silva Barbosa.

A lista de beneficiários das “doações” da Petrópolis incluem os ex-prefeitos de Rondonópolis, (PRB), que recebeu ao todo pelo menos R$ 600 mil da empresa, e Rogério Salles (PSDB), que recebeu R$ 150 mil por via indireta.

Em nota, o Grupo Petrópolis informou “que seus executivos já prestaram anteriormente todos os esclarecimentos sobre o assunto aos órgãos competentes”. A companhia destacou ainda que “sempre esteve e continua à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos.”

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