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O juiz Anderson Candiotto, da 1ª Vara Criminal de , não autorizou a realização de um exame de sanidade mental do em Jonathan Nicolas Duarte, 20 anos, suspeito de ter estuprado e assassinado Natalya Bianca Lima, 8 anos. O crime bárbaro aconteceu na última quinta-feira (18), em uma residência no bairro São José em Sorriso (400 km de Cuiabá).

Para o magistrado, “não restou apresentado/demonstrado na oitiva da audiência de custodia, qualquer indício mesmo que mínimo de que o indiciado tenha algum tipo de transtorno mental ou psicológico”. O juiz ainda destacou que o acusado “não possui qualquer respeito e tem total desprezo para com a vida humana, face os requintes de crueldade, não sendo demais aqui ressaltar que ele em seu interrogatório afirmou que após asfixiar a vítima e ela vir a convulsionar e desmaiar, tirou a sua roupa e passou a praticar ato sexual com ela”.

Anderson também determinou à Corregedoria da que investigue supostos maus tratos no momento da prisão de Jonathan. O policial que fez a prisão do acusado foi retirado do Fórum durante a audiência. O delegado que atuou no caso, André Ribeiro, também não participou.

Após a audiência de custódia, Anderson determinou a transferência de Jonathan para o presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”, em . A medida foi decretada a pedido da direção do Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS), para segurança do preso. Ele ficará em uma cela separada dos demais detentos.

Na sexta-feira, moradores, familiares e os pais da garotinha fizeram manifesto em frente ao Fórum, gritando palavras de ordem como “justiça” além carregar cartazes em apoio à família e mostrando indignação ao bárbaro crime. Também houve protestos em frente à cadeia onde o assassino confesso estava. As manifestações foram pacíficas. O pai da menina convocou o protesto, em vídeo. Os pais foram recebidos pelo juiz Érico De Almeida Duarte. O conteúdo da conversa não foi divulgado.

O exame de necropsia do Instituto Legal (IML) confirmou que a menina foi violentada sexualmente e teve o pescoço quebrado. A criança estava sozinha em casa, quando o criminoso, que era vizinho, invadiu o local e iniciou o abuso sexual. “Ele confessou que estava fazendo uso de entorpecente e ingerindo bebida alcoólica. Antes de ir dormir, resolveu praticar este ato bárbaro. Depois, cobriu ela e a deixou como se estivesse dormindo”, disse André Ribeiro.

A mãe, que chegou em seguida, encontrou a filha desmaiada e pediu ajuda para moradores. A criança chegou a ser encaminhada para o Hospital Regional de Sorriso, porém, acabou falecendo.

De acordo com as informações repassadas à polícia, a menina pediu para ficar em casa para brincar com outras crianças do bairro, enquanto a mãe foi trabalhar. “A família da vítima é trabalhadora e cuidava da menina. Ela sempre ficava na casa do pai, só que, neste dia, quis ficar em casa porque estava brincando de pular corda com as crianças na rua”, finalizou o delegado.

A justiça converteu a prisão de Jonatan em preventiva (tempo indeterminado). Não há uma previsão de quando ele será julgado e decidida sua sentença.