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O Tribunal do Júri inocentou Juliana Jesus Miranda da Silva da acusação de homicídio contra sua filha Ana Júlia Silva Costa, de apenas 23 dias de vida, em junho de 2008 em um hotel em .

Os jurados acolheram o posicionamento da defesa de Juliana, que afirmou que ela não havia cometido o crime.

Conforme a denúncia do (MPE), no dia 23 de junho de 2008, por volta das 22h, em um hotel localizado no Bairro Alvorada, em Cuiabá, a recém-nascida, com 23 dias de vida, começou a chorar sem parar até 00h30.

A mãe, Juliana Jesus Miranda da Silva, impaciente com o choro, teria pego a filha e a jogado fortemente contra a cama. Em seguida, teria apertado seu pescoço até matá-la.

Por volta das 4h, Juliana avisou o pai de sua filha, que mora em (269 km de Cuiabá), que a estava morta.

Ele chegou em Cuiabá por volta das 14h e viu que a filha havia sido espancada e morta, razão pela qual acionou a polícia.

O laudo pericial apontou a existência de coágulo no canal raquimedular e vasos congestos nos dois hemisférios da calota craniana, mas a causa da morte não foi determinada, pendente de exames complementares.

Em junho de 2016 Juliana foi condenada pelo Tribunal do Júri, mas a defesa recorreu e a sentença foi anulada, sendo designado um novo julgamento.

Ainda de acordo com a denúncia, Juliana teve seu primeiro filho, chamado Rodrigo Miranda da Silva, em agosto de 2002. Ele morreu em 2005, em (121 km de Cuiabá). Ela também é acusada pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte.

Nessa época, Juliana já estava grávida do segundo filho e, em 2006, veio com ele morar e trabalhar no hotel onde, em 2008, teria matado a filha recém-nascida.

No último dia 19 de junho Juliana foi ao julgamento no Tribunal do Júri em Cuiabá. A defesa da acusada, feita pela Defensoria Pública, por cerca de uma hora sustentou sua tese pedindo a absolvição de Juliana. O não quis se manifestar. Os jurados então entenderam que não ficou provada a culpa e absolveram a mãe da vítima.

“O Conselho de Sentença e as partes retornaram a sala pública do Plenário do Júri, onde ali, de portas abertas, a MMª. Juíza leu a Sentença pela qual absolveu a acusada Juliana Jesus Miranda da Silva, com fundamento no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal”.

 

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